REVISTA TAE - Evento no DF discute formas de aumentar transparência sobre impacto ambiental de empresas

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Evento no DF discute formas de aumentar transparência sobre impacto ambiental de empresas

Data:11/07/2018- Fonte:www.nacoesunidas.org

A inexistência de diretrizes governamentais para coleta, medição e divulgação de informações sobre sustentabilidade por parte de empresas na América Latina cria uma barreira para uma melhor avaliação dos negócios corporativos por governos, investidores, sociedade civil e pelas próprias companhias.

Nesse cenário, Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ONU Meio Ambiente promoveram encontro em Brasília (DF) com o objetivo de chamar a atenção das empresas para a necessidade de dar mais transparência aos potenciais riscos à saúde e ao meio ambiente de sua produção de bens e serviços.

Poluição por plásticos. Foto: pixabay/meineresterampe (CC)

A inexistência de diretrizes governamentais para coleta, medição e divulgação de informações sobre sustentabilidade por parte de empresas na América Latina cria uma barreira para uma melhor avaliação dos negócios corporativos por governos, investidores, sociedade civil e pelas próprias companhias.

Para superar a questão, países em desenvolvimento têm aumentado a pressão regulatória sobre as corporações para que elas gerem, avaliem e tornem públicas as informações sobre seus desempenhos e impactos de sustentabilidade.

Nesse cenário, ocorreu dia 5, na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF), uma reunião nacional para fortalecimento das capacidades de gerenciamento de informações de relatórios de sustentabilidade corporativa nos países da região.

Organizado por Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ONU Meio Ambiente, o encontro teve o objetivo de chamar a atenção das empresas do setor privado para a necessidade de dar mais transparência aos potenciais riscos à saúde e ao meio ambiente de sua produção de bens e serviços.

Na abertura da reunião, a secretária de Articulação Institucional do MMA, Rejane Pieratti, explicou que os relatos de sustentabilidade das empresas somente passaram a ser feitos no Brasil a partir da década de 1980.

“Foi quando elas começaram a ver e a mostrar a importância de aspectos que não eram só o produzir e para quem produzir, mas sociais e ambientais. A coisa foi acontecendo com as pressões das ONGs e da própria sociedade civil. Hoje, as maiores empresas no Brasil fazem o relatório de sustentabilidade, mas é preciso que todas façam”, alertou.

Para Rejane, é necessário que o critério da sustentabilidade seja levado em conta pelo consumidor na hora de adquirir qualquer produto. “(É preciso) que a responsabilidade socioambiental da empresa conte para o desempate — porque depois que eu tenho preço, qualidade, qual é o terceiro atributo para a pessoa comprar o produto? Que seja esse (o critério de sustentabilidade). E que os relatos de sustentabilidade venham a contribuir para isso”, destacou.

O Brasil, em colaboração com outros países da região, começou a empreender diferentes iniciativas para promover relatórios de sustentabilidade corporativa.

Nesta linha, o projeto brasileiro com metodologia-piloto intitulado “Fortalecimento de Capacidades para Gerir a Informação de Relatórios de Sustentabilidade Empresarial em Países da América Latina” visa reforçar a capacidade do governo brasileiro de estimular relatórios de sustentabilidade corporativa para analisar e utilizar informações ambientais divulgadas nesses documentos.

O projeto-piloto apresentado durante a reunião também visa preencher a lacuna de informação entre o desempenho ambiental das empresas e os impactos ambientais gerais dos setores privados nacionalmente.

A representante da ONU Meio Ambiente, Regina Cavini, salientou que as empresas trazem muitos benefícios à sociedade, como emprego e renda. “Mas existem os impactos ambientais, e é nesse sentido que este projeto é muito bem-vindo. Ele fortalece uma metodologia para que as empresas possam reportar o quanto é preciso desenvolver para a redução do impacto ao meio ambiente”, detalhou.

Segundo Regina, a ONU Meio Ambiente vem apoiando o governo brasileiro e as instituições nacionais no caminho para o fortalecimento de políticas na área ambiental. “Queremos mostrar os desafios que existem em relação ao modelo atual de produção e consumo”, enfatizou.

O evento teve a participação de representantes do governo federal, de organizações ambientais nacionais e internacionais e da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

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