REVISTA TAE - Mexilhão é escalado para ajudar a limpar as águas poluídas de Nova York

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Mexilhão é escalado para ajudar a limpar as águas poluídas de Nova York

Data:04/12/2017- Fonte:www.juntospelaagua.com.br

Pesquisadores testam o uso do “Geukensia demissa” em esforço para livrar os estuários de Nova York de nutrientes que alimentam algas e matam peixes e plantas


SÃO PAULO – Poucas regiões têm água mais poluída que o entorno da cidade de Nova York, na costa nordeste dos Estados Unidos. Poluição humana e industrial se misturam em uma combinação que, frequentemente, turbina o crescimento de algas que consomem praticamente todo o oxigênio da água, matando peixes e plantas. Mas os pesquisadores do “Northeast Fisheries Science Center”, laboratório de pesquisa vinculado ao NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), acreditam ter encontrado um novo aliado no combate a essa poluição: o “ribbed mussel”, um mexilhão da espécie Geukensia demissa.


Em trabalho publicado pela revista científica “Environmental Science & Technology”, os especialistas mostraram que um bote de seis metros por seis metros forrado com mexilhões dessa espécie é capaz de retirar até 60 quilos de nitrogênio, fósforo e bactérias da água da região em um ano. Os testes foram conduzidos no estuário do rio Bronx e mostraram o quão eficientes os pequenos animais podem ser. Mais: essa espécie de molusco, que é natural da costa atlântica dos Estados Unidos, libera uma substância que faz com que sua carne seja intragável aos seres humanos, o que elimina os riscos de roubo e consumo dos animais para outros fins que não o de limpeza das águas.

A ideia, para dar escala à solução, seria espalhar algumas dezenas de milhares desses botes na região para que, juntos, os moluscos filtrem as águas, eliminando a sujeira, principalmente nos estuários. O desafio dos pesquisadores, agora, é dar escala à produção dessa espécie de molusco. Atualmente, não existe um método validado para a multiplicação desses animais na escala necessária para dar conta do projeto. Os cientistas, porém, estão esperançosos com os avanços que já foram alcançados e seguirão trabalhando para viabilizar a solução.

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