REVISTA TAE - Análises laboratoriais mostram evolução da qualidade da água do Rio do Braz

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Análises laboratoriais mostram evolução da qualidade da água do Rio do Braz

Data:24/01/2018- Fonte:CASAN

As análises laboratoriais realizadas nos dois últimos anos pela CASAN mostram evolução na qualidade da água do Rio do Braz nos três parâmetros ambientais avaliados: oxigênio dissolvido, coliformes e nitrogênio amoniacal.

 O oxigênio dissolvido - que mostra a capacidade da vida se estabelecer no ambiente aquático - , melhorou sensivelmente, como mostra esse quadro comparativo entre as temporadas. Comparadas as três últimas temporadas, a evolução foi de 0.48 mg/L (miligramas de oxigênio por litro) em 2015/16 para 3.89 mg/L em 2016/17, e está em 4.89 mg/L na atual temporada. Valores inferiores a 2 mg/L podem ser consideradas tóxicas para algumas espécies.

O engenheiro químico Alexandre Trevisan, da Gerência do Meio Ambiente, chama a atenção que a melhora na atual temporada não pode deixar de ser relacionada ao volume de chuvas acima da média, mas a limpeza dos canais de drenagem (construídos na década de 50 pelo DNOS) também contribui sensivelmente. Este item explica, por exemplo, a presença de "vida aquática”, como mostra o vídeo.

Os níveis de escherichia coli (E.coli) – que servem de indicador de balneabilidade – diminuíram sensivelmente no Verão 2016/17 comparado ao anterior e apresentam manutenção dos valores na atual temporada, o que significa uma boa notícia levando-se em conta a quantidade exagerada de chuvas deste janeiro.

"As condições ambientais estão muito piores para este indicador e, mesmo assim, o parâmetro se manteve estável. E a tendência ao longo da temporada é de melhoria”, explica Trevisan. Mesmo sendo a atual temporada um recorde dos últimos anos em termos de chuvas, o nível de coliformes está na casa dos 4.900 NMP/100mL, quando em 2015/16 chegou a 48.500 NMP/100mL.

Também os níveis de Nitrogênio Amoniacal – que são um bom indicador da eventual presença de esgoto irregular –, continuam apresentando melhoras ao longo das últimas temporadas. A diminuição de nitrogênio na água deve ser relacionada à redução de cargas de esgoto clandestino (graças à fiscalização e à nova Estação, que trata inclusive a água da chuva), mas também ao próprio aumento de chuvas e consequente abertura da barra que o separa do mar. A mistura das águas, salina e doce, faz bem ao Rio do Braz, considerando que essa troca é natural.  

"O conjunto de ações de controle de poluição tem demonstrado eficiência", conclui relatório parcial da área Ambiental da CASAN. Desde janeiro de 2016, a CASAN vem desenvolvendo uma série de obras e ações para auxiliar na despoluição daquela área da cidade, contaminada há quase quatro décadas.

Entre estas ações destaca-se a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Canasvieiras, concluída em tempo recorde ainda em 2016, e a implantação da Unidade de Recuperação Ambiental (URA). Esta unidade trata 690 mil litros por dia, limpando e clarificando-a.

SOBRE A COR DA ÁGUA

Como o Rio do Braz passa por áreas com solos alagáveis e de mangue (com baixas velocidades e pouca circulação), uma grande quantidade de material orgânico é acumulada, tornando a água amarelada e formando ao fundo um lodo de coloração escura. Essa combinação dá o aspecto contrastante da água do rio e do mar, mas para observar a verdadeira cor da água do Braz basta preciso coletá-la em um copo, como o da foto.



Imagem:  Água do mar (E) comparada à agua do rio (D)

 

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