REVISTA TAE - Prefeitura do Cabo quer municipalizar os serviços de água e saneamento

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Prefeitura do Cabo quer municipalizar os serviços de água e saneamento

Data:25/01/2018- Fonte:TV Jornal - www.abconsindcon.com.br

O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB), deu início ao processo de municipalização das redes de água e esgoto da cidade, com o objetivo de tirar a gestão dos serviços das mãos da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). O  projeto já foi aprovado na Câmara dos vereadores e espera aprovação Estadual para dar prosseguimento.

Cabral desde 2017 se mobiliza para o projeto de lei para municipalizar o abastecimento de água. “A Câmara já aprovou, nós denunciamos e agora estamos esperando que a Compesa nos informe qual é o patrimônio que ela tem no município, para que possamos fazer os ajustes e poder ir pagando aos poucos o investimento que eles fizeram.”, explicou o prefeito.

Na cidade tem bairros que o abastecimento acontece a cada 40 dias. No bairro de Heleno José a cada seis dias chega água nas torneiras. “O único socorro que nós temos é comprar água mineral para assumir o produto da Compesa. Ela não tem condição de dar água satisfatória para a gente”, relata o carpinteiro. Outra reclamação dos Cabenses é o saneamento do município, apenas 15% do Cabo de Santo Agostinho é saneado. “A Compesa fez apenas 4% do que nos foi prometido. Já era para 80% da área do Cabo estar saneada, e não apenas 15%.”, contou Lula Cabral.

Ainda não existe data prevista para a municipalização, Mas o plano de saneamento, segundo prefeito está sendo criado. “Garanto que vai ficar bem mais barato que a tarifa da Compesa, isso eu garanto. Vai ficar mais barato do que a Compesa tá cobrando e não prestando um bom serviço”, afirma o gestor.

Compesa

O presidente da Compesa, Roberto Tavares, no entanto, diz que o caso do Cabo é diferente do de Petrolina. Segundo o gestor, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que serviços públicos comuns aos municípios de regiões metropolitanas, como saneamento básico, por exemplo, devem ser gerenciados por um conselho composto pelo Estado e pelos municípios envolvidos. “Diferentemente de uma cidade isolada, que teria autonomia para municipalizar esses serviços, na Região Metropolitana não é possível, o Estado teria que decidir isso junto com município”, explicou.

Reconhecendo os problemas de abastecimento da região, Tavares argumenta que a Compesa está realizando investimentos na cidade e que o tema é recorrente em ano de eleição, sempre trazendo prejuízos à população. “Estou há mais de dez anos no setor de saneamento, tenho consciência de que os problemas do Cabo são reais, mas nunca vi ninguém conseguir mais investimentos misturando gestão com política”, cravou, lembrando que a Compesa prevê aportes de R$ 21 milhões para obras no Cabo e de R$ 9 milhões especificamente para o bairro de Ponte dos Carvalhos.
 

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