REVISTA TAE - Projeto Observando Rios garante participação da Newton no Fórum Mundial da Água

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Projeto Observando Rios garante participação da Newton no Fórum Mundial da Água

Data:15/03/2018- Fonte:Assessoria de Imprensa

Aluno de Engenharia Ambiental representará o projeto criado pela ONG SOS Mata Atlântica em Minas Gerais e falará sobre o trabalho de análise e monitoramento de dois córregos de Belo Horizonte, abraçados pela faculdade


Entre o final do ano passado e janeiro deste ano, a qualidade da água do córrego que corta os bairros Buritis e Havaí piorou e preocupou os moradores em torno do Cercadinho, que atribuíram a contaminação a um cano de esgoto estourado. Em fevereiro, as águas do Cercadinho voltaram ao nível regular de qualidade, um alento para todos que se preocupam com este que é um dos primeiros mananciais de Belo Horizonte. Tudo isso poderia ter passado despercebido, não fosse o projeto Observando os Rios, criado pela ONG SOS Mata Atlântica para monitorar a qualidade das águas de mananciais em todo o país, e o trabalho voluntário dos alunos de Engenharia da Newton Paiva, que desde o final de 2016 abraçaram a causa e respondem pelo monitoramento do Córrego Cercadinho e do Córrego Ponte Queimada, que nasce no bairro Buritis e deságua no Ribeirão Arrudas.

O sucesso do projeto em todo o Brasil e, em especial, o engajamento da Newton Paiva na iniciativa, garantiram ao aluno Wenner Shaday a oportunidade de apresentar os resultados do “Observando os Rios”  no 8º Fórum Mundial da Água, que vai reunir os principais projetos de preservação de recursos hídricos no Brasil e no mundo, de 18 a 23 de março, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

“Fazer parte dessa rede de voluntários mobilizados em monitorar os rios de suas cidades e preservar os recursos hídricos é uma grande oportunidade como cidadão e uma experiência acadêmica incrível, pois além do monitoramento os alunos realizam coletas e fazem análises pontuais que enriquecem qualquer currículo e são um diferencial no mercado de trabalho”, diz Luciano Emerich Faria, professor do curso de Engenharia Química da Newton Paiva e coordenador do projeto Observando os Rios na faculdade. “Representar o projeto num fórum mundial será mais uma grande honra”, acrescenta.


Voluntários das águas da Mata Atlântica

O programa de monitoramento da qualidade da água por voluntários começou em 1991, inicialmente com o Rio Tietê – SP. Atualmente, são 252 grupos de monitoramento que analisam a qualidade da água em 307 pontos, 247 corpos d´água, em 104 municípios dos estados de RS, SC, PR, SP, GO, MS, RJ, MG, ES, BA, AL, SE, PB, PE, RN, CE, PI e DF, envolvendo cerca de 3,6 mil pessoas, entre elas alunos de Engenharia da Newton. Basicamente, o Observando os Rios reúne comunidades e as mobiliza em torno da qualidade da água de rios, córregos e outros corpos d’água das localidades onde elas vivem. O monitoramento das águas é realizado com um kit disponibilizado pela SOS Mata Atlântica. Os grupos fazem a medição uma vez por mês e enviam os resultados pela internet. Esse kit possibilita a avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, pH, odor, aspectos visuais, entre outros, e classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação, de acordo com a legislação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos). A análise dos resultados compõe o relatório o “Retrato da Qualidade da Água no Brasil”.

 
Newton - de olho nas águas do Cercadinho e Pote Queimada

 
Em 2016, quando a Newton Paiva se juntou aos voluntários do projeto da SOS Mata Atlântica, escolheu os córregos Cercadinho e Ponte Queimada (foto) devido a proximidade com o centro universitário. “No Cercadinho trabalhamos quando as águas chegam no bairro Havaí e no Ponte Queimada quando chegam no bairro Palmeiras. Em cada córrego temos um ponto de coleta e, uma vez ao mês, independente se o dia está ensolarado ou chuvoso, os alunos vão até as margens dos córregos para coletar água para análise”, explica o professor.

Até agora, a equipe da Newton fez 15 análises e, na maioria das vezes, as águas dos córregos Cercadinho e Ponte Queimada apresentaram resultados regulares, ficando com 29 pontos.  “Além do trabalho feito com os kits enviados pelo SOS Mata Atlântica, estamos estudando uma forma de monitorar outros rios e córregos da região com recursos próprios da Newton Paiva”, conta o professor Luciano. Segundo ele, a ideia é, a médio e longo prazo, trabalhar com a prefeitura e o governo do Estado para realizar ações de limpeza dos mananciais.

Para conhecer os resultados das análises do projeto Observando Rios desde o início do trabalho da Newton Paiva acesse http://sosobsriosmg. znc.com.br/relatorio


Sobre o Centro Universitário Newton Paiva - Com 45 anos de história, três modernos complexos em Belo Horizonte (MG) e mais de 80% do corpo docente formado por mestres e doutores, o Centro Universitário Newton Paiva está entre as principais instituições de ensino superior de Minas Gerais. A Newton, como é conhecida, oferece cursos de graduação, pós-graduação e à distância nas áreas de ciências exatas, tecnologia, saúde, comunicação, ciências sociais e direito, além de programas de iniciação científica e de extensão e cursos livres. Consagrada pela alta qualidade acadêmica e excelente infraestrutura, conta com avançados laboratórios, núcleos de prática em diversas áreas do conhecimento e centros de inovação como o FabLab Newton, CNE – Centro Newton de Empreendedorismo, CEJU - Centro de Exercício Jurídico e o Smart Campus – primeiro campus inteligente do estado.  Além da reconhecida qualidade de ensino e de privilegiar a prática, a Newton investe permanentemente no relacionamento com o mercado, firmando importantes parcerias para proporcionar a seus alunos as melhores perspectivas e oportunidades profissionais, incluindo convênio e acordos com instituições educacionais internacionais. Veja mais em  newtonpaiva.br.

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