REVISTA TAE - Empresas privadas de saneamento básico investirão R$12,8 bilhões até 2021

Esta notícia já foi visualizada 123 vezes.

Empresas privadas de saneamento básico investirão R$12,8 bilhões até 2021

Data:16/05/2018- Fonte:Agência Estado, especial para Broadcast / www.abconsindcon.com.br

As empresas privadas de serviços públicos de água e esgoto investirão R$12,8 bilhões até 2021. Os aportes serão realizados em melhorias e ampliações do sistema atendido de contratos já firmados. A estimativa é da Associação Brasileira de Concessionárias Privadas de Serviços Públicos (ABCON).

No último ano, a iniciativa privada investiu R$2,2 bilhões no segmento, o que representa 20% do total de recursos alocados no saneamento. Para o período a partir de 2022, os operadores privados investirão R$11,5 bilhões até o final dos contratos.

De acordo com levantamento realizado pela ABCON e pelo Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (SINDCON), os operadores privados respondem por 5,78% do segmento. O desempenho destes prestadores de serviços no modelo de concessão plena (água e esgoto) é ainda menor, alcançando apenas 2% dos municípios. O estudo revela ainda que a participação da iniciativa privada permanece a mesma desde 2016, apesar de ter conquistado dois novos contratos de concessão em serviços públicos.

Hoje, as empresas privadas atendem 322 municípios parcial ou totalmente em serviços de água e esgoto, alcançando 31 milhões de pessoas. O número total de contratos firmados é de 266, entre concessões plenas (água e esgoto), parciais (apenas água ou apenas esgoto) e parcerias públicas privadas (PPPs). Na ordem dos municípios, os operadores privados atuam pela concorrência por concessão pública. Já em nível estadual, a iniciativa pode atuar juntamente com a estatal no desenvolvimento de projetos para o saneamento.

Para elevar essa faixa de participação, com resultados esperados em médio e longo prazo, o foco do segmento é apostar em modelos de parcerias público-privadas (PPPs). Segundo o presidente da ABCON, Santiago Crespo, esse movimento foi retardado com a recente troca nas gestões municipais e com a proximidade das eleições estaduais, o que não permite que os gestores públicos tenham tempo hábil para discussão e substituição no modelo de gestão de água e esgoto. “O usuário quer um bom serviço, independentemente se for público ou privado. O nosso desafio é um exercício de convencimento dos gestores”, avalia Crespo.

O setor aguarda com otimismo os resultados do estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre os modelos de gestão de saneamento adotados nos Estados do Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Pará, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Roraima. A consultoria foi solicitada pelos Estados. O processo de avaliação está em andamento e não há previsão para entrega e análise por parte das gestões estaduais.


+ Saiba Mais

Comentários desta notícia

Publicidade