REVISTA TAE - Embasa amplia de rede coletora de esgoto

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Embasa amplia de rede coletora de esgoto

Data:22/05/2018- Fonte:Embasa

Em Itacaré, um esgoto a céu aberto é hoje um córrego de águas limpas que corta, de ponta a ponta, a 1ª Travessa ACM, no bairro da Passagem, periferia da cidade. A transformação aconteceu no córrego João Amarelo, onde a Embasa passou a coletar os despejos sanitários de 117 residências instaladas ao longo de quase mil metros do pequeno curso d`água. A intervenção melhorou de forma radical a qualidade de vida da comunidade, estimada em 600 pessoas.

Moradora da última casa da travessa, Neuza Araújo Silva, 52 anos, confirma a mudança. Para ela, a coleta do esgoto melhorou a qualidade da água do córrego e acabou com o mau cheiro, mas, sobretudo, teve um efeito positivo na saúde da comunidade, principalmente das crianças. Neuza lembra que, por brincadeira ou até acidentalmente, as crianças caíam na água fétida e eram vítimas de doenças de pele ou verminoses, entre outras doenças de veiculação hídrica.

A obra

A rede coletora de esgoto, com seis poços de visita (PV), foi implantada no próprio leito do córrego João Amarelo. A solução pouco convencional decorreu da falta de cota das casas, que estão abaixo do nível da rede coletora que atende as ruas adjacentes à 1ª Travessa ACM, no bairro da Passagem. Para a implantação da rede coletora, o curso do córrego foi desviado com a utilização de ensecadeiras (sacos de areia) e tubos de 300mm.

O engenheiro Tyto Wense, da Unidade Regional da Embasa em Itabuna, relata que a principal dificuldade foi que, em alguns trechos, o leito do córrego é pedregoso. “Nesses trechos tivemos de usar britadeira para fazer o assentamento da rede coletora”, explica Tyto. Em outro trecho, foi preciso fazer escoramento, devido à maior profundidade do córrego. A rede coletora foi instalada a uma profundidade média de um metro da superfície do leito do córrego. Já os Poços de Visita (PVs) estão mais próximos da superfície e suas tampas foram vedadas com concreto.

A vedação do PVs é necessária por causa do fluxo das marés, já que o córrego João Amarelo deságua numa área de mangue nas proximidades do Porto de Trás, na foz do rio das Contas, e sofre influência das cheias. O pequeno riacho tem as duas margens ligadas por pontes de madeira ou concreto improvisadas e são ocupadas pelos imóveis da 1ª Travessa ACM. Técnicos da Secretaria de Obras da Prefeitura de Itacaré, em visita ao local, garantiram que a Prefeitura não permite mais ocupações nesta área ribeirinha.

Ganho ambiental

O córrego João Amarelo nasce na mata de uma área de preservação a quatro quilômetros do núcleo urbano de Itacaré e só aflora nas proximidades da 1ª Travessa ACM. Morador da última casa da rua do Porto, número 46, onde o córrego desemboca numa área de mangue, o vigilante Carlito José dos Santos, 51 anos, relata o aumento da quantidade de peixes e crustáceos no local. “Todo mundo tinha receio de pescar aqui por causa do esgoto”, ele diz, “mas agora é diferente”.

SES Itacaré

Todo o volume de esgoto coletado na área da 1ª Travessa ACM é destinado à estação elevatória de esgoto II (EEEII), no bairro da Passagem, de onde é bombeado para a estação de tratamento de esgoto (ETE) de Itacaré, equipamento inaugurado em 2010 que trata 3.300 metros cúbicos de esgoto por dia. O gerente de Operação de Esgoto da Unidade Regional de Itabuna, Flávio Paiva, informa que, em Itacaré, dentro do mesmo pacote de intervenções, foram implantadas ainda nove ligações na praia da Concha e outras 47 no bairro ACM.

O sistema de esgotamento sanitário (SES) de Itacaré atende 85% dos imóveis atendidos pela rede distribuidora de água, embora tenha capacidade de atender toda a cidade. O gerente da Embasa em Itabuna, Danilo Gomes, adianta que outras intervenções estão sendo planejadas para Itacaré e que a meta é atingir uma cobertura próxima a 100% do núcleo urbano.

A implantação de ramais e pequenas extensões de rede coletora de esgoto que fazem parte de um pacote de obras no sul do estado e que beneficiou comunidades de Itacaré, também beneficiou comunidades dos municípios de Camacã, Camamu, Canavieiras, Itaju do Colônia, Uma e Uruçuca. Ao todo, foram intalados 5,4 quilômetros de rede coletora e 1.175 ramais prediais (acessos da rede interna dos imóveis à rede coletora pública). O trabalho, iniciado em agosto de 2017 e concluído em maio deste ano, contou com recursos da Embasa (R$1.246.517,82) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) –R$438.805,04.

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