REVISTA TAE - Sudeste receberá apoio de R$ 1,6 milhão para projetos ambientais

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Sudeste receberá apoio de R$ 1,6 milhão para projetos ambientais

Data:13/09/2018- Fonte:Assessoria de imprensa

Edital lançado pela Fundação Grupo Boticário selecionou 21 propostas no Brasil. Seis abrangem a natureza de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo

A conservação dos biomas brasileiros conta mais uma vez com o apoio financeiro da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Ao todo, são R$ 4,3 milhões destinados a 21 projetos e programas distribuídos em 16 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Na região Sudeste, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais têm seis propostas apoiadas, que receberão, juntas, R$ 1,6 milhão. A relação dos trabalhos aprovados no primeiro edital de 2018 foi divulgada recentemente pela Fundação.

Produtos turísticos (MG)

Minas Gerais tem três iniciativas de conservação. Uma delas, “Desenvolvimento de produtos turísticos de observação da natureza como estratégia para sustentabilidade financeira da RPPN Feliciano Miguel Abdala, Minas Gerais”, promovida pela Sociedade para a Preservação do Muriqui (SPM), foca no desenvolvimento de um produto ecoturístico para a Reserva Feliciano Miguel Abdala, tendo como foco principal o potencial já existente de observação do Muriqui-do-Norte (Brachyteles hypoxanthus), espécie considerada Criticamente Ameaçada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Apesar da vocação de seus recursos naturais e de possuir infraestrutura de visitação, a falta de definição de produtos e serviços não permite que a reserva tenha uma estratégia de mercado que faça do turismo uma potencial fonte de receitas para sua gestão, manejo e proteção.

Serra da Piedade (MG)

A outra proposta, “Elaboração do Plano de Manejo do Monumento Natural Estadual da Serra da Piedade (MONAESP), em Minas Gerais: Uma Nova Abordagem para a Gestão Compartilhada, Uso Público e Conservação Ambiental em Unidades de Conservação”, da Associação de Desenvolvimento Integral, visa a elaboração de um plano de manejo do MONAESP como instrumento fundamental para orientar ações estratégicas na unidade de conservação e no seu entorno, definindo sua vocação, atributos naturais de maior relevância, principais linhas de atuação e diretrizes de manejo e conservação.

Pato-mergulhão (MG)

Já a “Implementação das Ações Prioritárias do Plano de Ação Nacional (PAN) Pato Mergulhão Mergus octosetaceus, 2018-2022”, da Fundação PróNatureza (Funatura), foca no PAN Pato Mergulhão, fazendo a estimativa populacional da espécie. A iniciativa tem como prioridade a avaliação detalhada dos locais de ocorrência e de outros espaços com habitat potencial para a espécie. O projeto contempla Minas Gerais e também Goiás, Bahia, Piauí e Maranhão.

Bicudinho-do-brejo-paulista (SP)

No estado de São Paulo, duas propostas também foram selecionadas. Uma delas, intitulada “Conservação do bicudinho-do-brejo-paulista (Formicivora paludicola) na Região Metropolitana de São Paulo”, prevê a continuidade de uma articulação realizada em março deste ano pela SAVE Brasil, que solicita a criação de uma Unidade de Conservação para a proteção da espécie.

Anfíbios da Mata Atlântica (SP)

A iniciativa “Anfíbios micro endêmicos: execução de ações do plano de ação nacional de conservação de espécies ameaçadas de extinção e estratégias para a conservação”, realizada pela Mater Natura Instituto de Estudos Ambientais em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tem como foco o estudo do Cycloramphus, presente na Mata Atlântica. A estratégia da pesquisa é entender os hábitos perceptíveis, as baixas densidades populacionais e lacunas no conhecimento da história de vida das espécies, característica fundamental na avaliação do status de ameaça. Além disso, o projeto pretende indicar locais de criação de unidades de conservação para a proteção do gênero.

Ilha da Trindade (ES)

Outra iniciativa na região Sudeste visa a recuperação das condições naturais da Ilha da Trindade. A ação prevê uma contribuição efetiva para a restauração do ecossistema, deixando um legado formal para a conservação da ilha, gerando visibilidade em escala nacional para a biodiversidade existente no local e trazendo subsídios para o zoneamento e gestão das Unidades de Conservação recém-criadas. O projeto “RETER-TRINDADE: Recuperação do Ecossistema Terrestre da Ilha da Trindade visando evitar a extinção de espécies ameaçadas” é realizado no Espírito Santo pela  Fundação de Apoio à Universidade do Rio Grande.

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