REVISTA TAE - Olimpiense terá água mineral até para tomar banho: por R$ 16 milhões

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Olimpiense terá água mineral até para tomar banho: por R$ 16 milhões

Data:18/09/2018- Fonte:www.planetanews.com.br

Prefeito assina contrato para novo Poço Profundo, o quinto que a Estância terá perfurado no Aquífero Guarani; ele substituirá o projeto de captação superficial da ‘ETA Seca’



A tão propalada mudança no sistema de abastecimento de água da cidade, que o prefeito Fernando Cunha (PR) vem alardeando desde que assumiu a cadeira principal da Praça Rui Barbosa, está prestes a ser concretizada, ao que tudo indica. Pelo menos o contrato para o início das obras já foi assinado  na terça-feira passada, 11. O poço, com profundidade prevista para 1,1 mil metros, será o quinto a ser perfurado por Olímpia no Aquífero Guarani.

A novidade maior é que o prefeito está prometendo que dali sairá água mineral direto para as torneiras, que poderá ser usada até mesmo para tomar banho. A um custo total de R$ 16 milhões com as obras. O prefeito disse que, ainda assim, ficará mais barato do que levar adiante o projeto inicial, de captar água no Cachoerinha, tido como inviável.

Nesta primeira fase, as obras serão executadas pela Engeper Engenharia e Perfurações Ltda – ME pelo valor de R$ 4.963.497,46. Os recursos estão sendo liberados pelo Ministério das Cidades, conforme convênio firmado ainda na gestão do ex-prefeito Geninho (DEM).

A nova concepção vai possibilitar a perfuração de um poço profundo em substituição ao antigo projeto de captação de água superficial através do Rio Cachoeirinha, cujo tratamento da água seria mais trabalhoso, além da cota de inundação ser bastante instável, principalmente no período da seca.

“Teríamos que pegar a água do rio, bombear até a ETA, passa-la por um processo de tratamento, limpa-la por meio do decantador, filtrar e só aí colocar o cloro. Por este projeto, a água entra e só vamos dosar o flúor e o cloro”, explicou Cunha a uma emissora on-line alinhada ao seu governo. O prefeito chegou a falar em devolução obrigatória de R$ 4 milhões  à União, se desse prosseguimento à obra original, “por causa da tubulação comprada e não usada”. Cunha revela que encontrou resistência de técnicos da União para mudar o projeto. Mas, mesmo assim, mudou. Consta que o projeto antigo foi mal projetado e utilizando canos de bitolas diferentes que exigiriam a substituição de toda a rede de distribuição de água a um custo absurdamente elevado.

Os custos para a implantação de todo o sistema serão de aproximadamente R$ 16 milhões do Governo Federal, com uma contrapartida de quase R$ 1 milhão do município. O projeto, que será implantado em três etapas, também contempla a conclusão das obras da ETA da cidade e a ampliação do Sistema de Abastecimento de Água.

Será feita uma nova rede de distribuição que se inicia atrás da APAE (Cecap) e vai até as Cohabs I e II, abastecendo todos os reservatórios e substituindo os poços existentes. Outra linha segue pela Avenida Mário Vieira Marcondes e conecta com as águas do centro até a Rua São João. A previsão é de que a primeira fase seja concluída nos primeiros meses do próximo ano.

Segundo estimativas do Governo Municipal, hoje Olímpia tem uma capacidade de armazenamento de água de quatro milhões de litros, mas a cidade consumiria oito milhões. Com as obras planejadas, diz o governo, a capacidade de reservação subiria para 20 milhões de litros. A confiar na palavra de Cunha, seriam 20 milhões de litros da mais pura água mineral., de elevado teor de alcalina.

CINCO POÇOS AGORA
Em Olímpia existem quatro poços tubulares profundos em atividade no Aquífero Guarani. Dois São do Clube Thermas dos Laranjais, com vazão total cadastrada no DAEE de 300 metros cúbicos de água por hora, e outros dois operados dentro do Clube Thermas Hot Beach, com a mesma vazão.  A Daemo Ambiental, por sua vez, capta 399 metros cúbicos de água por hora em duas captações de superfície e em dezenas de poços tubulares nos Aquíferos Bauru e Serra Geral. O Aquífero Guarani é a principal reserva hídrica subterrânea regional.

A exploração de poços nesta profundidade depende de autorização de lavra pelo Ministério de Minas e Energia, cujo processo de concessão costuma demorar muito tempo. Não sabemos se a Prefeitura da Estância formalizou o pedido, pois os polos em atividade ou já possuem autorização de lavra, ou os processos estão adiantados e com permissão provisória.

A concessão de lavra é tão rigorosa que os poços que atingem o aquífero Guarani têm instalados na tubulação de saída d’água um dispositivo de transmissão digital que permite fiscalizar a vazão e a qualidade da água em tempo real, em Brasília.




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