REVISTA TAE - 1º Fórum Técnico ETEs Sustentáveis

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1º Fórum Técnico ETEs Sustentáveis

Data:13/12/2018- Fonte:Copasa

Evento contou com profissionais e estudantes que discutiram sobre a utilização de reatores UASB

Mais de 210 pessoas, entre técnicos, estudantes, pesquisadores e profissionais da área de saneamento participaram, nos dias 29 e 30 de novembro, do 1º Fórum Técnico sobre Estações de Tratamento de Esgoto Sustentáveis (ETEs Sustentáveis), realizado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG), em Belo Horizonte.

O evento, promovido pela Copasa, em parceria com CREA-MG e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto (INCT ETEs Sustentáveis), teve como objetivo o debate técnico-científico sobre os avanços no processo de tratamento de esgoto, especificamente reator UASB, com base nas notas técnicas que compõem uma coletânea intitulada: “Contribuição para o aprimoramento de projetos, construção e operações de reatores UASB”. O documento foi elaborado por profissionais e acadêmicos da área de saneamento, entre eles o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do INCT ETEs Sustentáveis, Carlos Augusto Chernicharo, sendo publicado, em outubro, na Revista DAE.


Cerca de 140 empregados da Copasa participaram do evento, além de 77 técnicos projetistas prestadores de serviços. Durante o Fórum, foram apresentadas as seis notas técnicas que abordam situações e problemas passíveis de ocorrerem em reatores UASB e indicações de soluções adotadas, a partir de pesquisas e experiências realizadas em estações de tratamento de esgoto no Brasil, por deter o maior parque de reatores anaeróbios do mundo.

Na ocasião, Carlos Augusto Chernicharo, destacou, a importância de o país capitanear o desenvolvimento de pesquisas sobre o uso de reatores UASB. “O setor precisa avançar. Ainda utilizamos métodos baseados em modelos do século 19. Temos que encontrar as soluções para os problemas que vivenciamos”, afirma. Segundo ele, em um levantamento da Agência Nacional de Águas (ANA) feitos em 23 estados, em 2.421 ETEs, em cerca de 38% da amostra foram contabilizados 900 reatores UASB.

Para a presidente da Copasa, Sinara Meireles, a continuação do estudo sobre a utilização dessa tecnologia é fundamental. “Todos os dias surgem novas questões relacionadas ao tratamento do esgoto e necessidades que precisam ser supridas de forma sustentável. Quanto mais conhecermos a aplicabilidade dessa tecnologia, mais chances teremos de desenvolver o tratamento de esgoto no nosso estado e no nosso País”, aponta.


Tratamento de esgoto em reatores UASB no Brasil

O processo de tratamento de esgoto em reatores UASB consiste na estabilização da matéria orgânica em ambientes caracterizados pela ausência de oxigênio (O2), devido à ação de microrganismos anaeróbios que crescem dispersos no meio líquido.

Na parte superior do reator há um separador trifásico, que permite a saída do efluente clarificado, a coleta do biogás gerado no processo e a retenção dos sólidos dentro do sistema. O material retido é a biomassa, que permanece no reator por tempo suficientemente elevado para que a matéria orgânica seja degradada. O lodo, retirado periodicamente do sistema, já se encontra estabilizado, necessitando apenas de secagem e disposição final.

As vantagens da utilização de reatores UASB para o tratamento de esgoto são diversas. Entre elas: a utilização de um sistema compacto; não utilização de oxigênio (O2) no processo de tratamento; produção de biogás, que pode ser utilizado para a geração de energia na própria ETE; e a baixa produção de lodo, uma das principais vantagens, que proporciona redução de custos e geração de valor, a partir do aproveitamento dos subprodutos gerados.

Além disso, a utilização destes subprodutos apresenta importância ambiental. Uma má disposição dos gases e do lodo, por exemplo, podem gerar poluição atmosférica e também dos corpos d’água. O efluente tratado também pode ser utilizado para atividades como agricultura e uso industrial para resfriamento de máquinas; em vez de ser lançado em corpos receptores. Assim, uma ETE em que se considera uma melhor utilização e aproveitamento desses subprodutos é chamada de ETE Sustentável.

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