REVISTA TAE - Copasa tem muito trabalho para mostrar aos mineiros

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Copasa tem muito trabalho para mostrar aos mineiros

Data:14/01/2019- Fonte:www.aesbe.org.br

Por Assessoria de Comunicação da Copasa
 
A Copasa empresa estatal, de capital aberto, que tem o Governo de Minas Gerais como acionista majoritário, e atua em mais de 600 municípios mineiros, é reconhecida como exemplo de boa gestão e eficiência. São analistas externos e a mídia especializada em Economia que atestam esta condição.

Para isso acontecer, o Governo de Minas deu decisivo apoio às diretrizes traçadas para a gestão da Copasa e, a partir de 2015, foram feitas importantes mudanças que transformaram a empresa que vinha, mesmo em anos anteriores, conforme balanços publicados, apresentando uma deterioração contínua de suas margens, fato agravado pela escassez hídrica, reconhecida naquele ano e que comprometeu o crescimento das receitas.  Para se ter uma ideia dos progressos alcançados, no período de 2015 a 2018 a empresa passou de um patrimônio líquido de R$5,5 bi para R$ 6,4 bilhões. As ações da Copasa, que em 2015 chegaram a cotação mínima de R$ 8,00, atualmente superam a casa dos R$ 53,00.

A atual diretoria vai entregar para a próxima gestão uma empresa equilibrada do ponto de vista econômico-financeiro, com recursos em caixa correspondentes ao dobro do mínimo necessário para o fluxo operacional dos compromissos existentes, dívidas equacionadas com taxas próximas ao CDI, alongamento do perfil da dívida, graças à emissão de debêntures, e captação de um montante de 80 milhões de Euros para investimentos, via empréstimo com o banco alemão KfW, com 5 anos de carência e taxas de juros reduzida.

Para que este cenário fosse alcançado, a diretoria implantou, a partir de 2015, ações de redução de custos, eficiência operacional e de revisão da gestão empresarial. A empresa passou por uma reestruturação organizacional, com a redução de áreas e a revisão de processos. Foram extintas Diretorias, Departamentos e houve fusão de unidades e redução de quase 25% dos cargos comissionados no organograma da empresa, cerca de 50. Um plano de demissão voluntária e incentivada foi implementado com sucesso em 2015. As medidas significaram uma redução de 8,2% no quadro de pessoal.  Hoje a empresa conta com 11.500 empregados. Atualmente, dos 29 cargos de recrutamento amplo de toda a Companhia, 20 encontram-se ocupados. Em 2016 foram liquidadas as Subsidiárias Copasa Serviços de Irrigação e Copasa Águas Minerais de Minas ambas com histórico de resultados deficitários.

Outras medidas foram colocadas em prática, como o rigoroso controle na contratação de serviços, nos gastos com materiais, na gestão de contratos e na implantação da Gestão Colegiada a partir de 2016, em todos os níveis da Companhia, com quatro alçadas decisórias em Comitês e na Diretoria Executiva. No início de 2015 verificou-se que os covenants da empresa encontravam-se em situação inadequada com riscos de exigência de cumprimento antecipado das dívidas contraídas e isso geraria grande agravamento da situação financeira da Copasa.

A Companhia atuou para ajustar esta situação, renegociando critérios junto aos seus credores com metas para ajustes dos covenants e cumpriu rigorosamente as repactuações efetuadas, voltando a apresentar condições financeiras positivas.

O êxito dessas ações resultou em avaliações positivas das agências classificadoras de risco. Em 21 de julho de 2017, a Agência Fitch Ratings atribuiu o Rating Inicial de Longo Prazo em escala nacional “AA(bra)”, com perspectiva estável, para a COPASA MG. Já o rating atribuído pela agência Moody’s apresentou elevação, passando de “Ba1” (dezembro de 2014) para A1 em julho de 2018. Essa mudança se deu em função dos resultados financeiros alcançados e possibilitam empréstimos com taxas de juros mais baixas para a companhia.

A Copasa também foi premiada pela imprensa especializada. Em 25 de agosto de 2017, a companhia recebeu o prêmio de melhor empresa do setor no Brasil, concedido pelo jornal Valor Econômico. As análises para a definição do ranking foram feitas em parceria com a Serasa Experian e com o Centro de Estudos e Finanças da Fundação Getúlio Vargas. Os critérios utilizados para o estudo dos balanços foram: Receita Líquida, Crescimento Sustentável, Margem de Atividade, Giro Ativo, Margem EBITDA, Rentabilidade, Liquidez Corrente e Cobertura de Juros.

Em 23 de outubro do mesmo ano, a Copasa foi uma das vencedoras do XIX Prêmio Minas de Desempenho Empresarial, Melhores e Maiores Empresas – Mercado Comum – 2016/2017, considerado o “Oscar da Economia Mineira”. Em outubro de 2018, a Copasa conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o mesmo prêmio. Para definir os vencedores deste prêmio, foram analisados mais três mil balanços de empresas mineiras. Entre os principais itens considerados estão ativos totais, receita operacional líquida, patrimônio líquido, lucro líquido, Ebtida, riqueza criada, capitalização em valores de mercado, impostos recolhidos, liquidez geral, etc.

Ainda em 2018, a COPASA foi vencedora da 17ª edição do “Prêmio Ser Humano” concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, em função do seu programa de planejamento de sucessão para cargos de confiança, quebrando paradigmas em uma empresa pública.

Crise hídrica da RMBH

A gestão 2015-2018 também se destacou por conseguir reverter a ameaça de racionamento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Quando assumiu, em janeiro de 2015, a atual diretoria e a população foram surpreendidas com a constatação do risco real de desabastecimento. Na ocasião, o Sistema Paraopeba operava com apenas 30% de sua capacidade. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, em janeiro de 2013 o nível do Sistema Paraopeba era de 89% e em janeiro de 2014, 76%. As projeções técnicas indicavam que, naquele ritmo, mantendo-se as condições pluviométricas e o consumo de água da população do ano anterior, os reservatórios de água chegariam em julho com apenas 3% de sua capacidade.

Para solucionar o problema, uma importante obra foi viabilizada. Com repasse de R$ 128 milhões, aportados pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a obra de captação de água no rio Paraopeba foi planejada, executada e inaugurada entre janeiro e dezembro de 2015.

A obra possibilitou o bombeamento de até 5.000 litros de água por segundo captados no Rio Paraopeba através de 6,5 km de adutora de aço, com diâmetro de 1,5 metro, até a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Manso e, foi, fundamental para que o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte não entrasse em colapso. A obra também permitiu a recuperação do volume armazenado no reservatório do Rio Manso (que integra o sistema Paraopeba). Hoje os reservatórios do Sistema Paraopeba estão com 70% de seu volume ocupado com água (muito diferente dos 30% encontrados em janeiro/2015).

Obras e serviços por todo o Estado

Entre 2015 e 2018, a Copasa entregou 50 obras de sistemas de abastecimentos de água e de esgotamento sanitário e implantou um aterro sanitário. Estão em andamento e em fase final outras 17 obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Uma das obras de maior destaque foi a implantação da captação de água no rio Pacuí, que resolveu um problema histórico em Montes Claros, acabando com o racionamento na cidade.

Com investimentos de R$ 88 milhões, entre 2017 e 2018, o empreendimento do Pacuí contempla dois quilômetros de adutora, que encaminha a água captada no rio, até uma Estação de Tratamento de Água, de onde segue, através de 54 quilômetros de tubulação, para o reservatório de distribuição em Montes Claros, permitindo maior flexibilidade operacional e regularização na distribuição de água na cidade. O projeto foi semelhante ao que foi implantado no Sistema Paraopeba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A barragem de Mato Verde, teve sua obra concluída em 2018 e encontra-se com sua capacidade máxima, com registro do vertedor em funcionamento em dez/18. A redução de gastos com caminhões pipa na região caiu R$ 15 milhões para R$3 milhões/ano.

Outro grande investimento da Copasa, de R$ 143 milhões, é no sistema de esgotamento sanitário de Divinópolis, com a construção de uma nova Estação de Tratamento de Esgoto, 79 km de interceptores e 21 km de redes de esgoto. A obra será concluída nos primeiros meses de 2019.

A Copasa também ampliou sua atuação na área de saneamento nesta gestão, ao inaugurar, em 2017, seu primeiro aterro sanitário, em Varginha, que coloca a cidade como mais um município mineiro com destinação final adequada para seus resíduos sólidos. Instalado em uma área de 20 hectares, a 10 km do centro de Varginha, o aterro utiliza as melhores técnicas de engenharia para esse tipo de obra. No local já foram aterrados mais de 35 mil toneladas de lixo.

A Companhia implantou o Copasa Digital, um canal de interação com os clientes com funcionalidades diversas como emissão de segunda via de contas, comunicação de vazamentos na rua, atualização cadastral, histórico de consumo, entre outras. Em out/18 este canal já representava cerca de 19% das demandas direcionadas à Companhia.

Também foi estruturado o Portal de Informações com acesso aos principais indicadores operacionais, financeiros, universo de concessões, etc,  e, iniciado em 2017 o projeto da Ordem de Serviço Digital (versões web e mobil) , que já está em fase de operacionalização dando mais agilidade, confiabilidade, qualidade e registros precisos sobre os serviços prestados pelas equipes próprias e das empresas contratadas pela Copasa.

Meio Ambiente

A Copasa, a partir de 2015, avançou substancialmente no licenciamento ambiental de suas unidades: o número de Estações de Tratamento de Água – ETAs licenciadas passou de 60 em 2015 para 465 em 2018 (ref.:jul). As Estações de Tratamento de Esgoto- ETEs, licenciadas aumentaram de 66 em 2015 para 197 em 2018 (ref.: jul).

Outro avanço da gestão 2015-2018 na área ambiental foi a criação do programa Pró-Mananciais, inspirado no Programa Cultivando Água Boa, premiado pela ONU em 2015 como melhor programa de preservação de nascentes.

Desde a sua criação pela Copasa, em dezembro de 2016, o Pró-Mananciais busca mobilizar a comunidade e parceiros estratégicos no cuidado para proteger e recuperar os cursos d’água. Atualmente já está presente em 140 municípios em que a Companhia detém a concessão dos serviços. O programa conta com recursos da ordem de R$ 20 milhões anuais.

O trabalho é realizado pelos Colmeias – Coletivo Local de Meio Ambiente, formado por representantes das prefeituras e outras entidades governamentais e privadas responsáveis pelo planejamento e o desenvolvimento das ações que tem como diretriz a responsabilidade compartilhada e a participação social, mobilizando atores e parceiros na busca de soluções para preservação das microbacias.

Até novembro de 2018, foi realizado no âmbito do Pro Mananciais o plantio de 102.691 mudas de árvores; realizados mais de 638 mil metros de cercamento de nascente em Área de Proteção Permanente (APP); contenção e estabilização de erosão e construção de 11 bacias de contenção de água de chuvas; desenvolvido o Programa de Educação Ambiental – Chuá Socioambiental em 50 escolas; e adequação de estradas e terraceamento de áreas para controle erosivo em 23 cidades.

Futuro

Além de uma Copasa com boa saúde econômica-financeira, recursos em caixa para investimentos, reservatórios de água cheios na RMBH, próxima gestão, que se iniciará em 2019, também receberá da atual diretoria um importante estudo, inédito, para solucionar a falta de infraestrutura para abastecimento de água para consumo humano no semi-árido mineiro.

O estudo, feito com equipe própria, foi iniciado em 2015, após a constatação da inexistência, no âmbito da Copasa, de projeto ou propostas integradas e de natureza estruturante para dotar a região do semiárido mineiro de sistemas de captação e distribuição de água que aumentassem a segurança para abastecimento daquela população.

Foram englobados neste estudo para abastecimento de água no semi-árido mineiro, 131 municípios situados nas regiões Norte de Minas Gerais e Jequitinhonha, abrangendo uma área de aproximadamente 158.000 km² (27% do território de Minas Gerais) e uma população estimada de 2.276.297 (em 2015).  O montante global para as intervenções é da ordem de R$3 bilhões e foram estudadas alternativas de priorização por bacia hidrográfica, de forma a possibilitar diferentes arranjos de viabilização financeira para permitir o início dos trabalhos. A obra de captação de água no Rio Pacuí, já concluída, para abastecimento de Montes Claros, faz parte das opções integrantes deste estudo. O desenvolvimento de projetos contemplados neste estudo já foi iniciado pela Copasa.

A pesquisa e as novas iniciativas não param, visando sempre melhorar a eficiência da empresa levando em conta os direitos humanos básicos. É o caso do projeto-piloto de um hidrômetro especial, equipamento inédito no Brasil desenvolvido sob orientação da Copasa e que garante a oferta de volume mínimo de água em caso de inadimplência. Alguns hidrômetros já foram instalados e testados em 2018 e, em 2019, a Copasa pode levar esta experiência para muito mais mineiros pois o primeiro lote desses hidrômetros especiais já está em fabricação.

“Contribuir para a universalização dos serviços de saneamento, em parceria com o poder concedente, gerando valor para clientes, acionistas, colaboradores e sociedade, de forma sustentável”. Guiada por esta missão, a Copasa segue escrevendo sua história de destaque no saneamento e na vida dos mineiros. Sempre haverá espaço para mais melhorias. A empresa tem que superar dia a dia os desafios e problemas inerentes à sua atividade e se fortalecer, cada vez mais, para acompanhar as mudanças tecnológicas, legais e socioambientais que se apresentam continuamente.

Diretoria Executiva

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