REVISTA TAE - Drones ajudam a desobstruir barragens no Rio Piçarras

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Drones ajudam a desobstruir barragens no Rio Piçarras

Data:22/01/2019- Fonte:CASAN

Com a ajuda da tecnologia dos drones, a CASAN está conseguindo localizar com mais precisão o ponto exato onde têm sido erguidas barragens irregulares que reduzem a vazão dos rios Piçarras e do Peixe.

Mediante autorização judicial e com o auxílio de retroescavadeiras, técnicos da Companhia acompanhados da Patrulha Ambiental já desobstruíram algumas barragens que foram localizadas ao percorrer a pé o curso dos dois rios.

Improvisadas com galhos, vegetações e grandes pedras, as contenções acabam desviando a água que era para abastecimento humano, favorecendo lavouras de arroz e açudes de piscicultura.

Com quantidade de chuvas abaixo da média sobre a região e a consequente diminuição do volume dos rios, a CASAN intensificou as buscas pelas barragens se valendo de drones programados para voar a cerca de 120 metros de altura. “Os drones já identificaram de quatro a cinco novos pontos de contenções que, mesmo feitos de forma improvisada, representam um importante represamento do rio”, diz o engenheiro Fernando Clark Nunes.

Gerente de Parcerias e Convênios da CASAN, Clark está usando  seus drones particulares a serviço do abastecimento de Piçarras e Barra velha, municípios abastecidos pelos dois rios. “Os sobrevoos mostram também que, infelizmente, o próprio curso dos rios tem sido modificados ao longo dos anos devido à ampliação dos espaços de lavouras e piscicultura, tirando da água a velocidade natural de seu curso original”, lamenta o engenheiro.

Identificados os pontos, os técnicos se dirigem ao local e desmancham as barragens. As ações em campo têm sido possível graças à decisão do juiz Felippi Ambrósio, da 1ª Vara da Comarca de Barra Velha, que concedeu liminar autorizando a desobstrução das barragens que represam a água e dificultam o abastecimento à população.

Mesmo que a decisão judicial e o uso da tecnologia, a Companhia pede a colaboração de moradores e veranistas para que limitem ao essencial o uso de água tratada enquanto perdurar a estiagem e as altas temperaturas que têm elevado o consumo.

Foto: Acervo CASAN
 

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