REVISTA TAE - Falta de chuva reduz nível da Barragem Botafogo e calendário de abastecimento é alterado

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Falta de chuva reduz nível da Barragem Botafogo e calendário de abastecimento é alterado

Data:24/01/2019- Fonte:Compesa

O registro de chuvas abaixo da média histórica, nos últimos dez anos, não tem colaborado pela manutenção de bons níveis das da Barragem de Botafogo, uma das principais fontes hídricas do Sistema Botafogo que abastece as cidades de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.Hoje, a Barragem de Botafogo, localizada no município de Igarassu, está com menos de 18% da sua capacidade total de armazenamento, que é de 27,5 milhões de metros cúbicos de água. Esse nível já é considerado crítico quando comparado com o mesmo período do ano passado, quando  o volume  máximo acumulado  era de 28,68%. Diante desse cenário e como medida preventiva para preservar a vida útil desse manancial, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou que a partir de amanhã (19), o rodízio de fornecimento de água  em áreas das quatro cidades  será ampliado de um dia com água e cinco sem, para um dia com água e seis sem o abastecimento. O novo calendário estará disponível  a partir de amanhã (19) para consulta no site www.compesa.com.bre informações pelo 0800 081 0195 ( áreas afetadas no final do texto).



O impacto da falta de chuvas nos mananciais e o reflexo no abastecimento das cidades da RMR  foram detalhados  por Rômulo Aurélio Souza e Simone Albuquerque, que respondem respectivamente pelas diretorias Técnica e de Engenharia e Regional Metropolitana da Compesa, durante coletiva realizada, nesta sexta-feira (18), na sede administrativa da empresa, no bairro de Santo Amaro. Também participou da coletiva o gerente de Meteorologia e Mudanças Climáticas da APAC (Agência Pernambucana de Águas e Clima), Patrice Oliveira. Ele lembrou que, desde 2012, o Estado enfrenta uma grande seca que avançou do semiárido para o Litoral e se caracteriza por chuvas acumuladas que variam de normal a abaixo da média histórica, além de apresentarem distribuição irregular. A última vez que a Barragem de Botafogo sangrou (verteu) foi em agosto de 2011 e, antes disso, nos meses de junho, julho e agosto de 2009.



Com a Barragem de Botafogo em situação de pré-colapso, a Compesa precisou reduzir captação no manancial de 300 para 70 litros de água, por segundo, o que afetou diretamente a produção do Sistema Botafogo, reduzindo o volume total de água tratada para distribuição da população, de 1.130 para 900 litros de água, por segundo.  “Essa medida de redução da captação é essencial para dar sobrevida ao reservatório, para que ele chegue na quadra chuvosa  em condições favoráveis de recuperação”, disse Rômulo Aurélio de Souza informando que além da barragem, o Sistema Botafogo é alimentado por outros mananciais, cujas captações – à fio d’água – são feitas nos rios Arataca, Cumbe, Monjope,  Conga e Tabatinga. O novo calendário de abastecimento passará a valer para cerca de 500 mil pessoas nas quatro cidades.

De acordo com a APAC, há esperanças de que a Barragem de Botafogo possa melhorar o seu nível com as chuvas desse ano. A previsão climática sazonal para os próximos três meses – fevereiro, março e abril – na RMR, é de que as chuvas serão acima da média histórica. “No entanto, ainda não temos uma previsão de quando poderemos melhorar o regime de abastecimento. Precisamos aguardar o período de chuvas até porque precisamos garantir o abastecimento após o período de inverno”, esclarece  a diretora Regional Metropolitana, Simone Albuquerque, que acrescenta que duas obras estão em andamento para evitar, no futuro, a implantação de rodízios mais severos nesses  quatro municípios. A Compesa está implantado uma nova adutora, com 7,4 quilômetros de extensão a partir do Sistema Alto do Céu, no Recife, para acrescer 300 litros de água, por segundo. A obra ficará pronta em junho de 2020 e recebe um investimento de R$ 10 milhões. Já o projeto Olinda+Água, está sendo promovendo a substituição de  140 quilômetros da rede de distribuição de 15 bairros de Olinda, e tem o foco na redução de perdas e melhorias operacionais do sistema. Para executar o Olinda + Água são aplicados R$ 152 milhões, e o prazo de conclusão é no ano de 2021.

Região Sul da RMR

Os diretores da Compesa aproveitaram para informar outra medida tomada, ontem (17) à noite, para regularizar o abastecimento de água em áreas de Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Recife que são atendidas pelo sistema integrado Tapacurá, Pirapama e Duas Unas. Nas últimas semanas, essas áreas apresentaram reclamações de falta de água e baixa pressão porque tiveram o abastecimento comprometido em função da queda drástica do nível da Barragem de Gurjaú, situada no Cabo de Santo Agostinho. A Compesa realizou ajustes operacionais e intervenções para compensar esse volume perdido com Gurjaú, cerca de 600 litros de água, por segundo, por meio do Sistema Pirapama. Nos últimos dias, as equipes da Compesa se dedicaram para colocar em operação o quinto conjunto de motobomba para captar mais água na Barragem de Pirapama, que neste momento apresenta condições favoráveis de reservação e registra 67,86% da sua capacidade de armazenamento (60,8 milhões de metros cúbicos). A previsão da Compesa é que até o final da próxima semana, a distribuição de água nessas áreas seja normalizada.

 

Áreas afetadas com a mudança do calendário:

Olinda: Jardim Brasil I e II , Vila Popular, Salgadinho, Sítio Novo, Águas Compridas, Sapucaia, Aguazinha, Alto Nova Olinda, Alto da Bondade, São Benedito e Alto da Conquista.

Paulista: Pau Amarelo, Nossa Senhora da conceição, Janga, Maranguape II e II, Jaguarana, Jardim Paulista, Arthur Lundgreen I e II, Paratibe e Mirueira.

Abreu e Lima : Caetés III, Centro, Fosfato,  Desterro, Timbó, Alto São Miguel,Matinha, Planalto e Alto da Bela vista.

Igarassu : Centro e Cruz de Rebouças

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