REVISTA TAE - Indústria baiana de celulose tem redução recorde no uso de água
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Indústria baiana de celulose tem redução recorde no uso de água

Data:30/01/2019
Fonte: CELULOSE ONLINE

Por CELULOSE ONLINE

A água é um recurso indispensável para a manutenção da vida. No contexto mundial, o Brasil é o país com mais disponibilidade de água doce, mas sua distribuição natural é desigual.   A partir da resolução nº 32 de 2003, publicada pelo Conselho Nacional de Recurso Hídricos, o país está dividido em 12 regiões hidrográficas, sendo que a maior abundância desse recurso se encontra na região Norte do país, onde é baixa a densidade demográfica e menor concentração de indústrias.

De acordo com dados da Agência Nacional de Águas (ANA), publicados em 2018, a maior demanda de água no país é para irrigação, abastecimento humano e animal, geração de energia, mineração, aquicultura (criação de peixes e mariscos), indústria, lazer e turismo. Essa demanda por água doce é crescente e, segundo a ANA, até 2020 o uso deve aumentar em 24%, refletindo o crescimento econômico e a expansão urbana. Isso reforça a necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias e adoção de alternativas de reuso que reduzam e otimizem a utilização da água nos processos industriais e no consumo em geral.

O setor industrial brasileiro ocupa a terceira posição em termos de uso de água. O setor utiliza recursos hídricos nas diversas etapas de seus processos produtivos, incluindo a transformação de matéria-prima. Esse dado leva as empresas a repensarem suas práticas com a utilização da água, estimulando pesquisas e o desenvolvimento de novas formas de produzir.

CASO DE SUCESSO
Um projeto que tem demonstrado bons resultados na redução do uso de água vem sendo desenvolvido pela área de Controle Ambiental da Veracel Celulose, em Eunápolis, no Sul da Bahia. A empresa adota uma política de uso racional de recursos hídricos nos processos industriais, buscando reduzir a utilização de água em suas operações.

Graças a esse projeto, em 2018, a Veracel Celulose alcançou o seu melhor resultado, batendo o recorde interno de utilização da água. Foram 23,6 metros cúbicos de água para cada tonelada de celulose produzida. Anteriormente, a melhor marca anual havia sido 25 metros cúbicos para cada uma tonelada produzida. Com o aprimoramento dos processos registrados no último ano, houve redução de 5,6% no uso especifico de água dessa atividade.

Segundo o coordenador de Controle Ambiental da empresa, Tarciso Matos, o resultado é fruto da capacidade de interação entre as equipes de meio ambiente, operação, manutenção e engenharia. “Quando trabalhamos juntos e de forma cooperativa, alcançamos um resultado muito maior”, afirmou Matos. Ele destacou ainda que as ações implementadas tiveram baixo custo financeiro para a unidade e trouxeram um retorno financeiro significativo com a economia de água.

O coordenador explica que as soluções para melhorar a gestão do recurso natural nos processos industriais da Veracel tiveram foco na eliminação dos transbordos de água dos tanques e no reuso da água de selagem das bombas. Foram implementadas lógicas de controle de nível nos tanques, criado alarmes nos painéis de controle, realizadas pequenas modificações estruturais nas tubulações e desenvolvidas ferramentas de acompanhamento e gestão diária do uso de água.

De acordo com o diretor Industrial da Veracel, Ari Medeiros, foram estabelecidas metas para reduzir em 10% o uso específico de água da fábrica até 2020, tendo como objetivo alcançar um uso inferior a 22,5 metros cúbicos de água por tonelada de celulose. Para 2019, a meta de uso de água é 23 metros cúbicos/tonelada. “Portanto, temos um novo desafio para nos motivar, que é totalmente possível e depende mais uma vez da interação de cada um de nós”, concluiu Medeiros.

SEMPRE PENSANDO NA SUSTENTABILIDADE
Conforme o Relatório de Sustentabilidade da Veracel Celulose divulgado anualmente, além do plano de ação para reduzir o uso de água, a empresa tem uma rotina de monitoramento do Rio Jequitinhonha, de onde é captada a água para suas operações. Nesse processo, é avaliada periodicamente a qualidade do recurso hídrico, antes e depois do ponto de lançamento de efluentes tratados.

Ainda de acordo com o Relatório, a captação de água utilizada nas operações industriais e florestais da empresa estão abaixo do limite que é permitido pela outorga da ANA.

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