REVISTA TAE - Entrevista com o primeiro Diretor-Presidente da SANESUL
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Entrevista com o primeiro Diretor-Presidente da SANESUL

Data:12/02/2019
Fonte: ACOM/SANESUL

Como parte das festividades dos 40 anos, localizamos e entrevistamos o ex-presidente Luiz Otávio Mota Pereira. Engenheiro Civil e Sanitarista - graduado pela USP- , ele relembrou o breve período administrando esta empresa no ano de 1979

Foto: Arquivo pessoal


"Foi com muita honra que exerci a função de Presidente da SANESUL", comenta Luiz Otávio Mota

Nome completo: Luiz Otávio Mota Pereira

Idade: 76 anos

Cidade onde mora atualmente: Belém - Pa

Ocupação: Consultor em Engenharia Sanitária e Ambiental

Período trabalhado na SANESUL: 02/02/1979 a 03/07/1979

 

1 – A SANESUL completa 40 ANOS neste ano. O senhor faz parte do início da história da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul. O que isso representa para o senhor?

R- Foi com muita honra que exerci a função de Presidente da SANESUL, a partir do desmembramento patrimonial e de pessoal da SANEMAT.

Ser o primeiro presidente significou partir do início com uma proposta de modernidade para universalizar os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todo o Novo Estado.

 

 2 – Como foi o início da SANESUL?    

R – Naturalmente partindo de uma fase onde haviam disputas políticas entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, houve dificuldades para estabelecer regras de transição, como por exemplo, patrimônio, máquinas e equipamentos e mesmo questões de remanejamento de pessoal. O berço das instalações da SANESUL foi um pequeno escritório regional da SANEMAT, onde improvisou-se salas, arquivos e etc..

 

3 – Como que o senhor se tornou o primeiro diretor-presidente da SANESUL?

R – O primeiro Governador nomeado para o novo estado, foi o Engº Harry Amorim Costa, então Diretor Geral do Departamento Nacional de Obras e Saneamento – DNOS. Como engenheiro do quadro do referido órgão, era na época o Diretor Regional do DNOS na Amazônia Ocidental, com sede em Manaus, obviamente existia uma empatia entre o órgão central do DNOS e os órgãos regionais. O governador nomeado conhecia o meu trabalho, bem como, minha formação profissional acadêmica como engenheiro civil e sanitarista graduado, pela USP e com muita experiência em elaboração de projetos, planejamento e financiamento de obras de saneamento básico.

 

4 – Qual a atividade que o senhor desempenha atualmente. Ainda continua na área do saneamento básico?

R- Sou engenheiro aposentado do DNOS (órgão extinto) e professor da Universidade Federal do Pará. Atualmente Consultor em Engenharia Sanitária e Ambiental.

Participo ainda de entidades da sociedade civil, entre as quais a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES, sendo que na década de 90, fui Presidente Nacional da entidade.

 

5 – Gostaríamos que o senhor descrevesse como era atuar na área do saneamento básico há 40 anos e como o senhor vê o saneamento básico hoje no Brasil?

R – Trabalhar na área de saneamento há 40 anos , nos parece que tinham programas bem mais claros, uma vez que estava em vigor o Plano Nacional de Saneamento - PLANASA, vinculado ao Banco Nacional de Habitação – BNH, houve na época um grande avanço nas questões de abastecimento de água e ainda um razoável avanço no esgotamento sanitário, com fluxo de recursos financeiros significativos e contínuos.

 

6 – O senhor guarda alguma foto daquela época. Alguma lembrança especial da SANESUL?

R – Infelizmente não guardo da época. A lembrança especial da SANESUL, refere-se ao quadro de servidores, todos entusiasmados, competentes e honestos. Lembro ainda com satisfação a inauguração da nova sede na SANESUL, que acredito que continua no mesmo local.

 

7 – Qual a mensagem que o senhor deixaria para os funcionários da SANESUL nesses 40 anos?

R- A mensagem para os funcionários da SANESUL, nesta data importante de 40 anos de existência, é que lutem para que o Saneamento seja uma questão de estado, com continuidade dos projetos em andamento e busquem excelência no atendimento as populações, principalmente as mais carentes. Recomendo também uma mobilização para preservação da legislação vigente, principalmente no que se refere a Lei nº 11.445/2007, atuando com vistas no avanço tecnológico e na gestão moderna.

*A Lei nº 11.445/07 estabelece as diretrizes para o saneamento básico em todo o país (artigo 1º) e abarca os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo de águas pluviais urbanas.

 




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