REVISTA TAE - Saneago retoma obras de água e esgoto e investirá R$ 1,1 bilhão até final do ano
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Saneago retoma obras de água e esgoto e investirá R$ 1,1 bilhão até final do ano

Data:19/07/2019
Fonte: www.saneago.com.br

Presidente da Companhia apresentou balanço dos primeiros seis meses de gestão e ressaltou ações para evitar desabastecimento durante período de estiagem 

A Saneago apresentou nesta terça-feira (16) o balanço de seis meses de sua nova gestão. Presente, o governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou investimentos na ordem de R$ 1,1 bilhão em obras para este ano. Segundo o governo, o investimento anunciado abrange obras em andamento (R$ 488 milhões), licitadas (R$ 208 milhões) e a licitar (R$ 378 milhões).

De acordo com o balanço apresentado pelo presidente Ricardo Soavinski, quando a atual gestão assumiu a Saneago, havia 26 obras paralisadas. Destas, 19 foram retomadas ou estão em processo de licitação. Quatro foram concluídas neste primeiro semestre, nos municípios de Aparecida de Goiânia, Padre Bernardo, Formosa e Planaltina.

Segundo Soavinski, até 2018 havia um “descompasso entre planejamento e execução de grandes obras”, e que atualmente a Saneago promove auditorias independentes para identificar anomalias e providenciar soluções. Sobre a Operação Decantação, deflagrada pela Polícia Federal para apurar desvio de dinheiro, o presidente afirma que “a companhia é vítima, e não a causa do que aconteceu”.

O serviço de abastecimento de água tratada pela Saneago chega a 97% da população urbana em Goiás, e está presente em 226 municípios. São mais de 30 mil quilômetros de rede. Foram criadas e revisadas 14 políticas internas, que vão desde o acesso à informação até a gestão de riscos. Neste caso, a companhia garantiu o primeiro lugar no ranking de maturidade de gestão de riscos, mensurado pela Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Nestes seis meses, a Saneago também já investiu R$ 8 milhões em geradores de energia para garantir a operação de água e esgoto em Goiás. Nas cidades turísticas, reforçou o atendimento para evitar interrupções no fornecimento. Já na parte operacional, houve incremento de 23,6 mil ligações de água e 27,4 mil de esgoto, beneficiando 78 mil e 90 mil pessoas, respectivamente.


Capacidade financeira

Sobre o planejamento visando aumento da capacidade financeira, Ricardo Soavinski contou que prepara uma Oferta Pública Inicial (IPO). “Não é privatização, não se tem a ideia de privatizar. Nosso plano de ação é no sentido de abrir o capital e, com isso, reforçar financeiramente a empresa para fazer os investimentos necessários para expandir nossas estruturas o mais rápido possível”, explicou.

Em coletiva, o governador reforçou que a intenção não é privatizar a Saneago, mas superar as ressalvas para aumentar a capacidade financeira da companhia, para oferecer um serviço de maior qualidade e eficiência ao cidadão. “Superaremos as ressalvas. Uma delas foi justamente a Operação Decantação, outra em relação à parte de estoque. Com isso superado, ela [Saneago] está pronta para poder se apresentar no mercado e captar até 49% do valor das ações, mantendo a Saneago sob o controle do Estado de Goiás. A Saneago é estadual.”


Segurança hídrica


Um dos problemas que mais preocupa o estado é a falta de água, especialmente nesse período de estiagem. Sobre o assunto, Ricardo informou que planejamento é a palavra-chave. “Temos de pensar décadas à frente, investir em estratégias e começar a construir soluções. Não se resolve o problema de fornecimento de água de um dia para o outro”, ressaltou.

 
O presidente afirma que está em andamento um estudo hidrológico em busca de novos pontos de captação de água para atender especialmente a Região Metropolitana de Goiânia e Anápolis. Serão analisados os mananciais com potencial de abastecimento em um raio de 60 quilômetros de Goiânia e 40 quilômetros de Anápolis. Sobre a atual vazão do Rio Meia Ponte, Soavinski alertou que o nível está “acima do que a outorga permite” e melhor que o apresentado no ano passado.



Sistema Produtor Corumbá

A situação do Sistema Produtor de Corumbá IV, cuja proposta é atender Goiás e o Distrito Federal, foi novamente esclarecida pelo governador. Desde 1989, os goianos esperam pela conclusão da obra da estação, que vai oferecer água tratada para municípios da região. A construção já consumiu R$ 100 milhões do tesouro estadual. “É mais um dinheiro que foi para a [Operação] Decantação”, pontuou.

A nova previsão, segundo o governo, é que a construção do sistema seja concluída até o fim do ano, garantindo que a população de Valparaíso e Luziânia tenha água tratada. “O Distrito Federal se abastece dessa água e nós, goianos, ainda estamos empenhados ao máximo para fazer com que isso se transforme em uma realidade”.

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