REVISTA TAE - Com apenas oito anos, crianças de Mar del Plata mostraram como um efluente pode ser reciclado e então voltar a ser água potável
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Com apenas oito anos, crianças de Mar del Plata mostraram como um efluente pode ser reciclado e então voltar a ser água potável

Data:15/08/2019
Fonte: https://www.tratamentodeagua.com.br/efluente-reciclado-agua-potavel/

Com uma atividade de para promover o uso responsável da água, alunos do 3º ano do Instituto Juvenilia confirmaram que não existe idade para cuidar do Planeta

Alunos do terceiro ano do ensino fundamental de uma escola em Mar del Plata, Argentina, operaram uma planta que permite a potabilização de efluentes, conseguindo assim um consumo consciente desse recurso.

Mar del Plata, 18 de julho de 2019.- Alunos do 3° ano do Instituto Juvenilia em Mar del Plata, Argentina, apresentaram o projeto: “Ajudando o ciclo da água”, uma atividade onde eles mostraram um sistema que transforma líquidos com substâncias perigosas em água adequada para consumo humano, com o objetivo de conscientizar o público sobre o uso sustentável da água. Inspirado no aprendizado sobre responsabilidade socioambiental da empresa Fluence, o grupo se presentou na feira de ciências do seu colégio.

Convocados por Marta Fernández, diretora do Instituto Juvenilia, a iniciativa dos meninos recriou um processo de reúso de efluentes chamado EcoBox da companhia Fluence, que inclui as tecnologias de Ultrafiltração, Osmose Reversa e Radiação Ultravioleta. Lucas, Benjamín, Facundo e Nicolás ensinaram tanto a seus colegas como aos adultos presentes como, com a tecnologia, é possível reciclar a água da origem do planeta, já que bebemos a mesma água que os dinossauros bebiam. Depois de estudar e fazer experimentos sobre o assunto, durante a feira de ciências eles exibiram e operaram uma planta que produzia de água potável a partir de terra da rua, sais, pimenta, bitucas de cigarro e outros contaminantes.

Em nome da Instituição, Fernandez disse: “Estamos muito orgulhosos dos meninos, a exposição mostra que eles estudaram muito e salienta o interesse que as novas gerações têm sobre este assunto tão importante. Provando que a potabilização de efluentes e a dessalinização geram água adequada ao consumo humano, todos aprendemos que, se nos próximos anos cuidarmos da água, economizaremos bilhões de litros dela, protegendo a vida no planeta”.

Diego Ortuño, Analista de Comunicação da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (ALADyR), comenta: “Nós da Associação apoiamos e incentivamos o desenvolvimento de iniciativas como a da Fluence, para disseminar tecnologias para dessalinização, reúso e tratamento de água e efluentes. É um legado dos líderes de hoje para os líderes do futuro. Esperamos que a experiência seja replicada em toda a América Latina e que todos nós assumamos este compromisso “.

A amizade e preocupação com a água que consumimos

Melhores amigos e apaixonados pelo meio ambiente, Lucas, Benjamín, Facundo e Nicolás replicaram o processo de reúso de efluentes realizado em grande escala pelo EcoBox da Fluence. Este processo também surgiu como ideia de um grupo de amigos formandos da Universidade Nacional de Mar del Plata, entre eles, o engenheiro Alejandro Sturniolo, pai de Lucas, uma das crianças que fez a apresentação em sua escola.

De acordo com a Fluence, “apesar de ter estudado o ciclo da água, muito poucas pessoas sabem que um efluente pode voltar a ser água potável”. Por este motivo, como parte de suas ações de Responsabilidade socioambiental, proporcionaram ao Instituto Juvenilia um treinamento sobre o tema, de fundamental importância para a sociedade. Deste evento e de outro que parte dos meninos presenciou onde contavam sobre toda a contaminação dos oceanos surgiu o interesse das crianças que fizeram o projeto, onde também poderiam consumir esta água e demonstrar que a tecnologia é essencial para nos ajudar a ter um futuro com mais água potável e menos contaminação.

A iniciativa foi gerada em um contexto global no qual as reservas de água potável estão em uma crise sem precedentes, de acordo com relatórios da OMS, UNICEF e outras organizações mundiais, por isto é imperativo avançar culturalmente em relação ao reúso de efluentes.

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