REVISTA TAE - Sanepar buscou solução técnica inovadora para atender demanda
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Sanepar buscou solução técnica inovadora para atender demanda

Data:16/01/2020
Fonte: Sanepar

Obras foram concluídas em dezembro

As 297 famílias da Vila Janaína, no Campo de Santana, em Curitiba, começam a ser atendidas neste início de ano com coleta e tratamento de esgoto. Em dezembro, a Sanepar concluiu a implantação de 3,1 km de rede coletora e de uma estação elevatória de esgoto (EEE) no bairro e, agora, tem início a fase de adesão e comercialização das ligações na comunidade.

A obra atende à uma antiga reivindicação daquela população. “Eu, particularmente, estou bem contente com isso. Sem rede coletora, aparecem ratos e outros insetos. É uma conquista para o bairro, que precisa ainda de outras infraestruturas”, afirma Margarida dos Santos Walter Peretti, moradora há 15 anos da Vila Janaína.

Além de executar rede coletora, era necessário implantar uma estação elevatória no bairro para bombear o esgoto até a estação de tratamento CIC-Xisto. “O escoamento do esgoto ocorre sempre por gravidade. Quando a declividade da área impede esse fluxo, é preciso implantar estações elevatórias, que são tanques de acúmulo do esgoto onde é feito o bombeamento do material”, explica o engenheiro responsável pela obra, Ronaldo Moreira.

O gerente geral da Sanepar em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, Antonio Carlos Gerardi, explica que surgiram entraves no processo licitatório da obra, o que atrasou o atendimento à comunidade. Por isso, o gerente designou um grupo de estudos com técnicos de várias áreas para buscarem uma solução diferenciada para a estação elevatória do bairro.

“Os técnicos adotaram uma nova concepção que consiste numa ‘elevatória pronta’ em vez de construir toda a estrutura em concreto. Ganhamos agilidade para a execução da obra”, disse. A EEE da Vila Janaína é semi-compacta, com a execução, dentro de um poço de visita, do desarenador, do tanque de acúmulo e do gradeamento, com área total de 256 m². Entre as vantagens em relação às EEE convencionais, estão o baixo custo de implantação, a fácil instalação e um sistema simplificado de manutenção.

“A EEE compacta permitirá o atendimento a localidades menores, com custo reduzido e em um menor prazo, em comparação com a solução anterior. Embora seja cedo para conclusões definitivas, a solução parece muito viável para situações de baixas vazões”, afirma o engenheiro Murilo Bertolino, da Gerência de Tratamento de Esgoto.

 

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