REVISTA TAE - Condições de armazenamento dos reservatórios da bacia do rio Paranapanema
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Condições de armazenamento dos reservatórios da bacia do rio Paranapanema

Data:24/01/2020
Fonte: Assessoria de Comunicação Social (ASCOM) Agência Nacional de Águas (ANA)

por Raylton Alves - ASCOM/ANA

Raylton Alves / Banco de Imagens ANA - Hidrelétrica Jurumirim (SP)
 

Nesta quinta-feira, 23 de janeiro, a Sala de Crise do Paranapanema se reuniu na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, para avaliar as condições de armazenamento dos reservatórios da bacia do rio Paranapanema. Durante o encontro, que também teve participações por videoconferência, foi anunciada a manutenção das vazões mínimas defluentes das hidrelétricas de Jurumirim (SP) e Chavantes (PR/SP) até 31 de janeiro no patamar mínimo de 100m³/s. Já os volumes liberados pela hidrelétrica de Capivara (PR/SP) ficam condicionados às necessidades do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

Jurumirim estava com um volume útil de 33,92% em 21 de janeiro, enquanto Chavantes acumulava 16,31%. Os reservatórios de Capivara (PR/SP), também na calha do rio Paranapanema, e Mauá (PR), no rio Tibagi, estavam respectivamente com 46,38% e 18,43% de seus volumes úteis no último dia 21.  

Além da ANA, participaram da reunião de hoje representantes do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Ministério de Minas e Energia (MME), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Comitê da Bacia do Rio Paranapanema (CBH-PARANAPANEMA), Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema (CBH-ALPA), Rio Paranapanema Energia, dentre outras instituições. 

A próxima reunião da Sala de Crise do Paranapanema está marcada para 31 de janeiro, sexta-feira, às 10h. 

UHE Jurumirim 

A usina hidrelétrica Jurumirim começou a operar em 1962 perto dos municípios de Piraju (SP) e Cerqueira César (SP) para regularização do rio Paranapanema e abastecimento de energia para a região do Médio Paranapanema. Com potência instalada de 100,9MW, este aproveitamento hidrelétrico possui um reservatório com capacidade para acumular 7,2 trilhões de litros d’água e abrange uma área inundada de 449km². A empresa CTG Brasil opera a usina e sua concessão vai até 2029. 

UHE Chavantes 

Entre os municípios de Chavantes (SP) e Ribeirão Claro (PR) fica a usina hidrelétrica Chavantes tem uma capacidade instalada de 414MW. Localizada no Médio Paranapanema, o reservatório tem uma capacidade de armazenar 3,04 trilhões de litros e fica a jusante (abaixo) da hidrelétrica de Jurumirim. 

Bacia do Paranapanema 

O rio Paranapanema nasce na Serra Agudos Grandes, em Capão Bonito (SP) e percorre 929 km até desaguar no rio Paraná. O curso d’água é usado para abastecimento, irrigação, navegação, geração de energia elétrica, criação de peixes, lazer, entre outros usos. Mais do que uma divisa entre Paraná e São Paulo, o rio Paranapanema é um eixo de integração entre duas regiões homogêneas em termos de identidade social, cultural e econômica.  

A bacia do Paranapanema abrange o sul de São Paulo e o norte do Paraná com uma área de 106.554,534km², 247 municípios (115 em São Paulo e 132 no Paraná) e população de mais de 4,7 milhões de habitantes. Do Produto Interno Bruto (PIB) total dos municípios da bacia (R$ 76,5 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2011), aproximadamente 24% (R$ 18,3 bilhões) referem-se às atividades industriais, 13% (R$ 10,1 bilhões) à agropecuária e 63% (R$ 48,1 bilhões) aos serviços.


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