REVISTA TAE - Novo contrato para tratamento de chorume
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Novo contrato para tratamento de chorume

Data:11/02/2020
Fonte: Agência Brasília

Empresa Hydros Soluções Ambientais continuará o serviço até que licitação definitiva seja concluída

AGÊNCIA BRASÍLIA *

Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

O contrato emergencial assinado no ano passado entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e a empresa Hydros Soluções Ambientais para tratamento do chorume diário produzido no Aterro Sanitário de Brasília terminou no sábado e um novo contrato foi assinado nesta segunda-feira (10).

O acordo segue por mais seis meses ou até que a contratação regular seja concluída. Com isso, o SLU assegura o tratamento adequado do líquido produzido a partir do lixo aterrado diariamente no DF.

Um edital licitatório para contratação regular do serviço será lançado nos próximos dois meses pelo SLU. Enquanto isso, a empresa Hydros Soluções irá tratar 1.100 m³ de chorume por dia, em novo contrato emergencial no valor de R$ 9.687.378,00 (nove milhões, seiscentos e oitenta e sete mil, trezentos e setenta e oito reais) pelo período de 180 dias ou até a finalização do processo de contratação regular.

Em dezembro do ano passado, o SLU recebeu autorização para aumentar o volume de descarga do efluente gerado no tratamento no leito do rio Melchior: dos 432 m³ autorizados inicialmente, foi ampliado para 1.296 m³ por dia, atestando a qualidade do processo de tratamento instalado.

De acordo com o diretor-adjunto do SLU, Gustavo Souto Maior, a escolha da empresa para o contrato emergencial ocorreu após uma pesquisa sobre a tecnologia mais adequada para tratamento do chorume no país.

“Infelizmente, aqui no Brasil não existe uma preocupação efetiva com essa questão. Geralmente, o chorume é jogado sem nenhum tipo de tratamento em locais de pouca ou até nenhuma fiscalização, ou ainda é tratado de forma grosseira. Nós pesquisamos algumas alternativas tecnológicas e nosso critério, à época, foi identificar uma alternativa que já estivesse em operação. Localizamos essa empresa, no Piauí, que tratava o chorume do aterro sanitário de Teresina. Visitamos as instalações e nossos engenheiros atestaram que o tratamento feito por eles era adequado e atendia aos critérios ambientais”, destacou.

A necessidade de urgência na contratação surgiu após a Caesb suspender, em maio do ano passado, o tratamento do chorume que era feito em sua estação de tratamento de esgoto. A empresa informou que o resíduo estava prejudicando as instalações, que não foram projetadas para essa finalidade.

O SLU deu início, então, a contratação emergencial de uma empresa especializada nesse processo e, enquanto isso, construiu seis lagoas para armazenamento provisório do chorume produzido no local.

Com o início da operação da empresa contratada em setembro de 2019, o chorume gerado diariamente passou a ser tratado, mas restou um passivo armazenado nas lagoas de mais de 45 mil m³.

Em janeiro deste ano, o alto volume de chuvas registrado no DF fez aumentar ainda mais o volume guardado no aterro sanitário. Desta forma, houve risco de transbordamento, que foi contido pela equipe de técnicos do SLU, com a construção de uma contenção de terra em uma das lagoas e a construção de mais quatro lagoas emergenciais para armazenamento do líquido. Não houve nenhum risco ao ribeirão Melchior, que está a cerca de 200 metros das lagoas de armazenamento.

“Vamos manter o tratamento de 1.100 m³ de chorume que é produzido diariamente no aterro nessa época. Quando começar o período de seca, essa produção cai pela metade, ficando entre 500 e 600 m³ por dia. Com essa folga, vamos dar início ao tratamento do chorume armazenado nas lagoas e a meta é que, entre agosto e setembro deste ano, a gente consiga tratar todo o passivo que existe no local”, declarou Gustavo Souto.

O diretor-adjunto destacou que essa é a primeira vez na história de Brasília que o chorume produzido recebe tratamento adequado. Antigamente, quando os resíduos domiciliares eram levados ao antigo lixão da Estrutural, o material era descartado sem nenhum processamento.

“Do ponto de vista ambiental e sanitário, é um ganho muito grande para o Distrito Federal. Pela primeira vez a gente está realmente cuidando do poluente gerado pela disposição do lixo, que é o chorume”, disse Souto.

 Fiscalização

O tratamento do chorume realizado no aterro segue um rito criterioso de acompanhamento e fiscalização. O processo é periodicamente acompanhando por técnicos do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa).

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