REVISTA TAE - Recorde de desassoreamento do Pinheiros evitou que efeitos da chuva fossem mais graves
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Recorde de desassoreamento do Pinheiros evitou que efeitos da chuva fossem mais graves

Data:13/02/2020
Fonte: www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br

Trechos mais rasos foram priorizados em 2019. Retirada de sedimentos foi a maior dos últimos cinco anos

Em 2019, o Governo do Estado, por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e da Empresa Metropolitana de Energia (EMAE), retirou 635 mil de metros cúbicos de sedimentos dos rios Pinheiros e Tietê em 2019, o correspondente a cerca de 40 mil caminhões basculantes (16 m³).

Os trabalhos foram priorizados de acordo com a batimetria (técnica que mede a profundidade do rio) que constatou alguns trechos com cerca de um metro. As ações foram concentradas na capital, região metropolitana e no Alto Tietê. Isto permitiu aprofundar a calha do rio e melhorar a vazão de água, o que evitou que os efeitos das chuvas fossem ainda mais graves.

No ano passado, o desassoreamento retirou mais de 400 mil toneladas de sedimentos como areia e argila do rio Tietê, com investimento de R$ 45 milhões. Seu afluente, o Pinheiros registrou recorde de remoção de dentro do rio e das margens (170 mil m³ desassoreamento e 322 mil m³ desaterro), com carga equivalente a 500 mil m³ de sedimentos retirados, ou seja, mais de 30 mil caminhões. Também houve a remoção de 9 mil toneladas de lixo das águas. Em 2018 não houve desassoreamento no Pinheiros, o que deixou o rio mais raso.

Investimento

A EMAE está investindo R$ 70 milhões na retirada de 1,2 milhão de m³ de sedimentos do Pinheiros. Já o DAEE deverá investir R$ 55 milhões nos trechos prioritários do Tietê, além de R$ 20 milhões já aprovados junto ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).

O orçamento executado em 2019 foi elaborado pela gestão anterior. Todo o recurso disponível em caixa foi aplicado. O valor orçado não significa que esteve disponível para investimento, uma vez que não previu frustração de receitas e subestimou despesas de custeio.

Vale lembrar que o Governo do Estado constatou um déficit orçamentário de mais de R$ 10,5 bilhões em 2019, em razão de receitas superestimadas. O Orçamento total aprovado para 2019, elaborado em agosto de 2018, previa um valor total de R$ 231,2 bilhões. Deste montante, 92% já estavam comprometidos com o custeio.

Outras obras

Em março de 2019 o Governo de São Paulo entregou o Piscinão Jardim União, com capacidade para armazenar 200 milhões de litros de água, em Franco da Rocha. Na zona leste da capital, inaugurou o parque Helena com o objetivo de preservar as várzeas do Tietê. Colocou em funcionamento o pôlder da Vila Itaim que beneficia dez mil pessoas. Este mês será concluído o processo para início das obras do Jaboticabal, uma demanda história da região do ABC, com capacidade para absorver 900 mil metros cúbicos de água.

O DAEE auxilia as administrações municipais na limpeza e manutenção dos reservatórios. Atualmente, o órgão realiza os trabalhos de 25 piscinões da Grande São Paulo, com investimento de mais de R$ 45 milhões por ano.

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