Recuperação E Reciclo De Óleos Solúveis
Por Roberto Roberti Junior
Edição Nº 12 - abril/maio de 2013 - Ano 2
Processos metalúrgicos de estamparia, laminação e usinagem, em geral, são processos que geram muito calor em função das forças de atrito envolvidas, e se utilizam de óleos solúveis em água, para lubrificar e refrigerar estas operações, com a finalidade de
Processos metalúrgicos de estamparia, laminação e usinagem, em geral, são processos que geram muito calor em função das forças de atrito envolvidas, e se utilizam de óleos solúveis em água, para lubrificar e refrigerar estas operações, com a finalidade de reduzir os desgastes ou danos nas ferramentas e nas peças produzidas.
Estes óleos solúveis permanecem em circuito fechado por longos períodos, e acabam se contaminando com:
• Cavacos metálicos provenientes das peças processadas (normalmente aço carbono);
• Óleos hidráulicos, óleos lubrificantes e graxas não solúveis, provenientes de vazamentos dos cilindros hidráulicos, eixos, rolamentos e ferramentas das próprias maquinas operatrizes.
A contaminação dos óleos solúveis causam vários problemas operacionais que obrigam o descarte do óleo para a Estação de Tratamento de Efluentes, tais como:
• Perda das propriedades lubrificantes e refrigerantes do óleo solúvel;
• Contaminação das peças produzidas, pela impregnação de óleos hidráulicos e lubrificantes contidos no óleo solúvel, provocando os seguintes problemas:
– Aumento no consumo de produtos para limpeza das peças, como os desengraxantes;
– Aumento da quebra de produção por defeitos no acabamento, tratamento de superfície e pintura das peças.
Em alguns processos, a contaminação das peças produzidas utilizando-se óleos solúveis contaminados com outros óleos é tão grande que obriga a empresa a descartes diários de óleos solúveis para o tratamento de efluentes, elevando os custos de produção pelos seguintes fatores:
• Aumento da quebra de produção por defeitos de acabamento;
• Aumento do retrabalho (recuperação de peças defeituosas);
• Aumento no consumo de desengraxantes na tentativa de limpeza das peças produzidas;
• Custos elevados no tratamento dos efluentes oleosos normalmente terceirizados, variando de R$ 200,00 a R$ 300,00 por m3 tratado;
• Custo de disposição dos resíduos gerados no tratamento dos efluentes;
• Aumento no consumo de óleo solúvel novo para reposição dos descartes;
• Aumento de mão de obra para preparo de óleo novo, manuseio e descarte de óleo contaminado;
• Aumento dos riscos e passivos ambientais pelo manuseio e descartes.
Analisando toda esta situação a Tecitec desenvolveu um sistema de limpeza para óleos solúveis que permite o aumento da vida útil deste óleo, e em muitos casos, evita totalmente o descarte, promovendo reduções de custo e riscos ambientais, conforme listados abaixo:
1. Diminuição substancial da quebra de produção por problemas de acabamento provocados por contaminações oleosas nas peças;
2. Redução do retrabalho;
3. Redução no consumo de desengraxantes para limpeza das peças antes do acabamento (fosfatização, pintura, etc.);
4. Redução no consumo de óleo solúvel (Somente para reposição das perdas por evaporação e arraste);
5. Praticamente eliminamos a necessidade de descartes e consequentemente do custo com o tratamento dos rfluentes de óleo solúvel;
6. Redução do passivo ambiental, pois com menos efluente a tratar, passamos a gerar menos resíduos;
7. Os resíduos gerados no processo são recicláveis passando a gerar receita (cavaco metálico e óleo livre separado).