Editorial
Por Tae
Edição Nº 21 - outubro/novembro de 2014 - Ano 4
O IBGE divulgou em setembro a PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – 2013, estudo que tem por objetivo mensurar a situação socioeconômica do país
Os números da PNAD
O IBGE divulgou em setembro a PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – 2013, estudo que tem por objetivo mensurar a situação socioeconômica do país.
Entre os dados analisados, houve evolução em relação ao saneamento, comparando a proporção de domicílios com acesso à rede coletora de esgoto, que passou de 63,3% em 2012, para 64,3% em 2013, alcançando 41,9 milhões de unidades, crescimento de 1,5 milhão de domicílios em relação à pesquisa anterior.
A PNAD mostra crescimento em todas as regiões do país, destacando as regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, com índices de 8,4%, 8,3% e 7,1%, respectivamente, no conjunto de domicílios atendidos pela rede coletora de esgoto. A região Norte tem o menor número de domicílios atendidos, com 19,3%, enquanto o Sudeste segue na liderança com 88,6% dos domicílios.
Apesar dos avanços, ainda é preocupante o déficit do saneamento no país: o número de lares sem o serviço é de 23,2 milhões, que em relação percentual à população total do país, mostra que 12,4% têm fossa séptica regular sem ligação à rede, 18% têm fossa rudimentar, e 2,8% usam outro tipo artesanal de esgotamento. E 1,5 milhão dos domicílios - 2,4% do total - não possuem nenhum tipo de esgotamento, sendo 1,05 milhão concentrados na região Nordeste.
Em termos de abastecimento de água, o número percentual está praticamente estagnado, chegando a 85,3% dos 65,102 milhões de lares no país. Ou seja, apesar dos avanços, o Brasil ainda caminha em passos lentos para proporcionar melhores condições de vida dos brasileiros, principalmente nas regiões menos favorecidas.
Na matéria de capa, trazemos nesta edição uma análise de como smartphones, tablets e outros dispositivos estão auxiliando na aceleração da automação de ETAs e ETEs; e mais: a polêmica do sódio na água mineral; reúso de água na agricultura; resíduos sólidos provenientes de ETA e ETE - Waste to energy; o mercado de trabalho em tratamento de água e efluentes; tratamento dos efluentes nas indústrias de laticínios; baixo avanço do saneamento básico compromete universalização; entre outras matérias.
Boa leitura e até a próxima edição.
Rogéria Sene Cortez Moura
Editora