Editorial
Por Tae
Edição Nº 19 - junho/julho de 2014 - Ano 4
Entre os diversos pontos no Brasil que necessitam de investimento, o saneamento aparece reiteradamente nas principais listas.
112º no ranking
Entre os diversos pontos no Brasil que necessitam de investimento, o saneamento aparece reiteradamente nas principais listas. Um recente estudo divulgado em março pelo Instituto Trata Brasil e pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, durante o fórum Água: Gestão Estratégica no Setor Empresarial, explicitou ainda mais essa realidade: em um ranking entre 200 países, o Brasil amargou o 112º lugar ficando entre Tuvalu e Samoa, resultado ruim para a atual sétima economia mundial. Os dados mostram um cenário ainda mais preocupante, que houve queda no ritmo da expansão do saneamento, sendo que nos anos 2000 avançávamos 4,6% ao ano contra 4,1% nesta última década. Segundo o estudo, a pontuação do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Saneamento – indicador que leva em consideração a cobertura por saneamento atual e sua evolução recente – foi de 0,581 em 2011. O índice é inferior não só às médias da América do Norte e da Europa, mas também às de alguns países do Norte da África e Oriente Médio, povos de renda média bem mais baixa que do Brasil. Vale notar que Equador (0,719), Chile (0,707), Honduras (0,686) e Argentina (0,667) registraram índices muito superiores aos do Brasil. A pesquisa enfatiza que caso o país investisse mais em saneamento, haveria melhora em diversos aspectos como expectativa de vida, educação, produtividade, turismo, redução da taxa de mortalidade infantil e internações hospitalares. O presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, declarou: "Um país como o Brasil, com aspirações de se destacar nas grandes discussões internacionais, não pode se manter entre os mais atrasados no que há de mais básico – o saneamento. Apesar de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ainda não conseguimos garantir água tratada, coleta e tratamento de esgotos a todos os cidadãos". Por outro lado, o governo busca divulgar os investimentos no saneamento e entre as informações dessa edição, a presidente Dilma Rousseff lançou a terceira etapa do programa voltado à melhoria do esgotamento sanitário e abastecimento de água, que deverá beneficiar cerca de 5,2 milhões de pessoas.
Esperamos que o Brasil possa realizar avanços mais expressivos no saneamento e que vejamos uma evolução significativa em futuros estudos.
Boa leitura e até a próxima edição.
Rogéria Sene Cortez Moura
Editora