Editorial
Por Curadoria Revista TAE
Edição Nº 61 - Junho/Julho de 2021 - Ano 11
Muitos dos princípios que norteiam o conhecimento moderno derivam de descobertas realizadas em épocas distantes, sendo um desses exemplos o trabalho realizado por Blaise Pascal
Da calculadora à dinâmica dos fluidos
Muitos dos princípios que norteiam o conhecimento moderno derivam de descobertas realizadas em épocas distantes, sendo um desses exemplos o trabalho realizado por Blaise Pascal, matemático, físico, inventor, filósofo e teólogo, nascido em 1623 na França. Tinha a saúde frágil e em apenas 39 anos de vida – faleceu em 1662 – deixou um impressionante legado para a comunidade científica. Pascal era um verdadeiro prodígio: aos 16 anos, publicou um tratado de geometria projetiva, criando um novo ramo da matemática; aos 19 inventou a máquina de calcular com o objetivo de diminuir o tempo que seu pai, coletor de impostos, levava para fazer operações matemáticas, chamada inicialmente de máquina de aritmética, depois roda de pascalina e finalmente pascalina, sendo considerado um invento precursor para o desenvolvimento da computação. Em 1654 desenvolveu um método de resolver o “problema dos partidos”, estabelecendo uma nova área de estudos - a Teoria das Probabilidades, que influenciou as ciências econômicas e sociais modernas.
Teve especial dedicação ao estudo do vácuo e a dinâmica dos fluidos, princípios que utilizou para criar a prensa hidráulica e a seringa, e que foram essenciais para a invenção nos séculos seguintes do medidor de pressão arterial e da caixa d’água. Em honra às suas contribuições científicas, o nome Pascal foi dado à unidade de pressão, a uma linguagem de programação e à lei de Pascal, um importante princípio da hidrostática. O triângulo de Pascal e a aposta de Pascal ainda levam o seu nome. Nasceu numa família abastada e teve uma relação íntima com a religião, convertendo-se à pobreza e publicando diversos livros. Por suas contribuições à teologia, o Papa Francisco declarou em 2017 que Pascal mereceria a beatificação. Uma verdadeira mostra de que não importa o tempo que vivemos, mas o que fazemos com o tempo que dispomos.
Na matéria de capa desta edição, trazemos HumaHorta no Telhado: uma proposta de casa sustentável na Zona Leste de São Paulo, empregando diversas técnicas em linha com a valorização ambiental; e nas demais matérias, o reúso como alternativa para escassez de água; bombas e sistemas de vácuo; filtro biológico percolador, opção atraente no tratamento de esgoto; lodo granular aeróbio, processo compacto para clarificar efluentes; perigos, desafios e tratamentos do necrochorume de cemitérios e chorume de aterros sanitários e muito mais. Boa leitura!
Rogéria Sene Cortese Moura
Editora