Editorial
Por Curadoria Revista TAE
Edição Nº 62 - Agosto/Setembro de 2021 - Ano 11
Recentemente, temos visto sinais incontestáveis de que o clima do planeta vem se alterando num ritmo cada vez maior, com enchentes entre as mais devastadoras já registradas na história da Alemanha e ondas de calor de alta intensidade
A água que não teremos
Recentemente, temos visto sinais incontestáveis de que o clima do planeta vem se alterando num ritmo cada vez maior, com enchentes entre as mais devastadoras já registradas na história da Alemanha e ondas de calor de alta intensidade especialmente no Canadá, catástrofes que resultaram em centenas de mortos.
O cenário acende um alerta também para o Brasil, sendo cada vez mais frequentes estudos que mostram que o volume e a frequência de chuvas têm caído ano após ano. De acordo com o Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS), o País passa pela pior crise hidrológica desde 1930, e nos últimos sete anos, os reservatórios das hidrelétricas receberam um volume de água inferior à média histórica. Assim, a escassez tem se tornado parte do cotidiano de boa parte dos brasileiros, um cenário inimaginável especialmente em regiões outrora privilegiadas em água doce.
Na contramão dessa realidade, dados atualizados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mostram que o Brasil desperdiça cerca de 39% da água potável produzida, por conta de problemas na rede e falta de manutenção, situação que historicamente tem se mantido sem grandes avanços. Assim, a água potável que poderia ser usada em benefício da população, jorra pelos asfaltos e bueiros, fruto dos vazamentos das tubulações. Num país que detém 12% da água doce do mundo, a água literalmente, merecia ser mais bem tratada e gerenciada. A esperança agora é que o novo Marco do Saneamento possa propiciar recursos financeiros e tecnologia para reverter esse quadro.
Pela importância do tema, a escassez hídrica é o foco da matéria de capa desta edição, que traz ainda: caixas separadoras de água e óleo; equipamentos para limpeza de tanques; tecnologias e processos para desmineralização da água; novas soluções digitais para o saneamento; a sincronia e a robustez das bombas de lóbulo rotativo e muito mais.
Boa leitura!
Rogéria Sene Cortese Moura
Editora