Editorial
Por Curadoria Revista TAE
Edição Nº 63 - Outubro/Novembro de 2021 - Ano 11
Apesar da crise hídrica atual, as empresas brasileiras de saneamento avaliadas pela Fitch Ratings não deverão ter as classificações de risco alteradas, conforme relatório divulgado pela agência em 17 de setembro
Saneamento mantém classificação de risco
Apesar da crise hídrica atual, as empresas brasileiras de saneamento avaliadas pela Fitch Ratings não deverão ter as classificações de risco alteradas, conforme relatório divulgado pela agência em 17 de setembro. O faturamento das empresas não deve ter grandes alterações em 2021 e 2022, desde que sejam mantidos os níveis históricos de chuvas. Os maiores desafios serão para a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Enfrentando baixos índices pluviométricos desde 2020, a Sanepar tem feito diversas ações para gerenciar os níveis dos principais reservatórios, desde investimentos em segurança hídrica, rodízios no abastecimento e campanhas para o consumo racional de água. Segundo a Fitch, a expectativa é de redução de 1% no volume total faturado em 2021 e crescimento de 12% no EBITDA em relação ao ano anterior, graças aos reajustes de tarifa. O nível dos reservatórios que abastecem a região metropolitana de Curitiba atingiu 50% em 17 de setembro, acima dos 30% registrados no final de setembro de 2020.
No caso da Sabesp, o nível do reservatório da Cantareira estava em 34%, o mais baixo dos últimos cinco anos para o mês de setembro. Porém, os investimentos em captação e ações de interligação reduziram a dependência do Cantareira de 50% para cerca de 35% no abastecimento da região metropolitana de São Paulo, o que minimiza os riscos de restrição se houver a manutenção dos índices históricos das chuvas nos próximos meses.
Na crise de 2014-2015, o EBITDA de 2015 foi 18% inferior ao reportado em 2013. Caso volte a ocorrer queda similar, a situação manteria a classificação atual da Sabesp por haver expectativa de recuperação nos próximos anos. Já para as demais empresas avaliadas pela Fitch, a expectativa é de estabilidade. Mais informações no site www.fitchratings.com/site/brasil.
Nas matérias desta edição, trazemos o Brasil rumo a ter cidades inteligentes em saneamento; bombas peristálticas para a Indústria 4.0; soluções para eliminação da dureza na água; controle de odores como ação responsável e sustentável; removedor de lodo submerso aumenta a eficiência das estações de tratamento de água; licor negro é fonte de energia para a indústria de papel e celulose e muito mais.
Boa leitura!
Rogéria Sene Cortese Moura
Editora