Editorial
Por Curadoria Revista TAE
Edição Nº 74 - Agosto/Setembro de 2023 - Ano 13
A garantia do saneamento básico será cada vez mais, um dos principais desafios perante as mudanças climáticas, sobretudo quanto aos recursos hídricos. A falta de saneamento impacta negativamente na saúde da população e do meio ambiente
Mudanças climáticas e os desafios para o saneamento
A garantia do saneamento básico será cada vez mais, um dos principais desafios perante as mudanças climáticas, sobretudo quanto aos recursos hídricos. A falta de saneamento impacta negativamente na saúde da população e do meio ambiente, favorecendo a poluição e a degradação ambiental, que, por sua vez, também contribuem para as alterações no clima.
Essas mudanças ameaçam todos os aspectos da vida na Terra alterando os padrões de chuva, temperatura, vento e umidade, podendo afetar a disponibilidade e a qualidade da água, comprometendo o acesso à água e esgotamento sanitário, que são direitos humanos fundamentais.
Um dos fenômenos climáticos que pode influenciar significativamente o saneamento ainda em 2023, é o El Niño, caracterizado pelo aquecimento das temperaturas do Oceano Pacífico Equatorial. O El Niño pode provocar secas em algumas regiões e enchentes em outras, afetando a infraestrutura e a gestão dos serviços de saneamento.
Em 2023, o ano já começou quente com recordes de temperatura na Europa atribuídos pela Organização Meteorológica Mundial às alterações da La Niña, e o calor continuou durante o ano com os Estados Unidos registrando alertas de calor extremo em julho, mês que em nível mundial, foi o mais quente já registrado segundo o observatório europeu Copernicus.
Há ainda a possibilidade de ocorrer um super El Niño, forma muito extrema do fenômeno que pode fazer com que as águas do Pacífico subam até 3°C ou 4°C em relação à temperatura normal do oceano, o que traria consequências mais severas para o saneamento, como escassez de água, contaminação de fontes hídricas, aumento de doenças e desastres naturais. Por isso, é preciso acompanhar e considerar esses fatores também no Brasil nos processos de saneamento atuais e futuros, acerca de novas formas de captação, tratamento e reúso da água.
Nesta edição, trazemos como matéria de capa: Plásticos biodegradáveis detêm cerca de 1% do mercado mundial e ainda: Irrigação subterrânea: eficiência, economia e resultado garantido; Concessionárias driblam trihalometanos (THMs) na água de consumo; O futuro anunciado para o lixo no filme De Volta para o futuro chegou; Riscos ambientais e Higiene ocupacional no ambiente de trabalho; Sistemas biológicos para tratamento de efluentes e muito mais. Boa leitura!
Rogéria Sene Cortese Moura
Editora