Agência da ONU destaca que a perda de biodiversidade aumenta os riscos para as pessoas
ACNUR - Agência da ONU para Refugiados -
Atualmente, 75% das pessoas deslocadas à força no mundo vivem em regiões altamente expostas a perigos relacionados ao clima
No contexto da 16ª Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP16), a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), destacou que a perda de biodiversidade aumenta os riscos para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade, como as deslocadas, comunidades indígenas, mulheres e meninas, exacerbando também o deslocamento forçado.
Atualmente, 75% das pessoas deslocadas à força no mundo vivem em regiões altamente expostas a perigos relacionados ao clima. Em junho de 2024, cerca de 86% dos solicitantes de asilo, refugiados e apátridas nas Américas residiam em países altamente vulneráveis às alterações climáticas, onde a capacidade limitada dificulta as respostas efetivas e os esforços de mitigação. Essas comunidades estão na linha de frente, suportando os impactos mais severos das mudanças climáticas.
“A degradação de nossos ecossistemas não é apenas um problema ambiental, mas também uma questão profundamente humana que impacta milhões de pessoas ao redor do mundo. A perda de biodiversidade, impulsionada pelas mudanças climáticas, pela degradação da terra e pela poluição, agrava as vulnerabilidades já existentes e incentiva o deslocamento. A crise de biodiversidade nos afeta a todos, mas a magnitude de seus impactos varia dependendo de quem somos e onde estamos. Ninguém está possivelmente mais exposto ou é mais vulnerável do que aquelas populações que já fogem de conflitos”, disse Mireille Girard, Representante do ACNUR na Colômbia.